Práticas pedagógicas inclusivas de estudantes com Síndrome de Down: uma revisão de literatura investigadas em trabalhos publicados na biblioteca brasileira de teses e dissertações
Arquivos
Data
Autores
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
A educação inclusiva dos alunos com Síndrome de Down (SD) tem como intuito proporcionar o ensino igualitário, bem como, garantir os seus direitos que estão estabelecidos por leis, possibilitando a participação ativa no ambiente escolar por meio de práticas pedagógicas adaptadas pelos professores, garantindo o processo de ensino-aprendizagem e o desenvolvimento pleno de suas habilidades. O presente trabalho é uma pesquisa exploratória e bibliográfica, sobre as práticas pedagógicas realizadas pelos professores para atender esses alunos, pretendendo elencar as estratégias educacionais que são mais eficazes para construir uma educação inclusiva e tem como objetivo geral investigar nos trabalhos disponíveis na Biblioteca de Teses e Dissertações, quais são as práticas pedagógicas utilizadas pelos professores para o desenvolvimento educacional e social dos alunos com Síndrome de Down. Tem como instrumento metodológico a análise de 9 trabalhos acadêmicos encontrados na plataforma BDTD. Para essa investigação foram consultados vários autores (a) como: Libâneo (1990), Vygotsky (1996), Sandy Alton (2008), Patrícia Pereira (2019) dentre outros. A pesquisa revelou a utilização da metodologia tradicional, como também, a abordagem da teoria construtivista. Em relação às práticas pedagógicas constatam-se quais são as práticas mais eficazes para o desenvolvimento dos alunos com SD, sendo elas: atividades planejadas, a criação de ZDP, a problematização dos erros, utilização de conceitos do cotidiano, projetos paralelos de leitura, trabalhos de rotina, propostas em módulos, ajustes das atividades em sala de aula, avaliação da escrita inicial, atividades de escritas, desenhos, pinturas, brincadeiras, modelagem, metodologias ativas, trabalhos em campo, construção de mapas mentais, aulas invertidas, trabalhos em grupos e em duplas, brincadeiras de faz-de-conta, estimulação da linguagem, recorte, folhear revistas, colagem, delimitação de áreas das atividades, instrução individual e coletivas e jogos lúdicos. E as que não são eficazes: atividades mimeografas, tarefas de caligrafia, livros didáticos, trabalhos com o calendário e datas comemorativas. Além disso, nota-se o desconhecimento por parte dos professores de como trabalhar com esses alunos. Portanto, é crucial que a utilização das práticas adaptadas conforme as necessidades específicas dos alunos com SD proporciona o desenvolvimento educacional, surge também, a necessidade da formação contínua dos professores, para que haja uma mediação inclusiva.

