Práticas de controle de parasitos gastrointestinais aplicadas em propriedades de ovinos da região de Mossoró-RN
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A criação de pequenos ruminantes possui um papel econômico e social de grande relevância principalmente na região Nordeste, que detém a maior quantidade de rebanhos de ovinos e caprinos dentre as demais regiões do Brasil. Entre os principais entraves dessa atividade estão as doenças parasitárias, que podem causar anemia, perda de peso e diminuição do potencial produtivo e reprodutivo. Os principais gêneros de endoparasitos que infectam os rebanhos são Haemonchus sp., Trichostrongylus sp., Oesophagostomum sp. e Strongyloides sp. Na busca pelo controle desses agentes, o uso indiscriminado de anti-helmínticos eleva o custo na criação dos animais e contribui para o desenvolvimento da resistência parasitária, criando um grande obstáculo às estratégias de controle. A desinformação de muitos dos produtores sobre o controle profilático das principais doenças, os erros no manejo sanitário, os fatores individuais dos grupos genéticos que compõe o rebanho e as deficiências nutricionais podem ser fatores limitantes ocasionando diminuição da resistência dos animais. Os resultados da pesquisa indicaram que 57,14% das propriedades possuem mais de 100 hectares, evidenciando uma predominância de áreas extensas. Em relação ao sistema de manejo, 75% dos produtores utilizam o sistema extensivo, enquanto 25% adotam o semi-intensivo. Quanto ao tipo de pastagem, todas as propriedades (100%) utilizam exclusivamente pastagem nativa, sem adoção de pastagens cultivadas. Em relação a verminose, 96,43% dos produtores sabem reconhecer a verminose, e 57,14% fazem rotação anual de vermífugos. A partir da relevância do assunto, objetivou-se com esse trabalho investigar e identificar o conhecimento e tratamento sobre doenças parasitárias em pequenos ruminantes criados em clima semiárido de Mossoró-RN.

