Influência do pH da água na eficiência de herbicidas para o controle de bredo (Trianthema portulacastrum)
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A tecnologia de aplicação interfere diretamente na eficiência e no consumo de produtos fitossanitários, incluindo herbicidas. Diante disso, é fundamental compreender a influência do pH da água e de outros fatores na eficiência da aplicação desses produtos no controle de plantas daninhas. Este estudo avaliou os efeitos do pH da calda de aplicação sobre o controle do bredo (Trianthema portulacastrum) utilizando os herbicidas Glyphosate, 2,4 D e Oxyfluorfem, bem como a ocorrência do efeito tampão em cada um deles. O experimento foi conduzido em delineamento em blocos casualizados, em esquema fatorial 6 × 4, com quatro repetições. Foram testados seis níveis de pH (3 a 8) na calda de aplicação, três herbicidas e a testemunha (agua destilada em diferentes pH sem herbicida). A aplicação dos tratamentos foi realizada quando as plantas apresentavam 2 a 3 pares de folhas definitivos, a fim de avaliar a influência do pH na eficácia do controle. Os dados de pH foram medidos antes e após a adição dos herbicidas, permitindo identificar as faixas de efeito tampão de cada produto e para a avaliação da eficácia foram atribuídas notas de 0 a 100, em que 0 representava a ausência total de sintomas e 100, a morte da planta. Os resultados não indicaram diferença significativa no controle do bredo em função do pH da calda, demonstrando uma eficácia uniforme dos herbicidas, sem variação em relação ao efeito esperado. Concluiu-se que o pH da água não influenciou a capacidade de controle dos herbicidas testados. Com base nesses resultados, podemos concluir que o uso de corretores de pH pode ser descartado em aplicações isoladas dos herbicidas avaliados para o controle do bredo, embora estudos adicionais sejam necessários para validar essa prática em outras condições de solo e clima.

