Analisar o efeito da quitosana para minimizar as consequências causadas pela química capilar
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O cabelo serve como proteção para o couro cabeludo, mas a sociedade enxerga como principal função a estética e autoestima que os fios trazem. A procura por uma aparência bonita e por cosméticos capilares vem aumentando em grande proporção. Os procedimentos químicos realizados nos cabelos, principalmente alisamento, descoloração e tonalização, acarretam danos que por muitas vezes são irreversíveis. A quitosana é um polímero biocompatível e adere aos fios formando um filme de proteção. O estudo tem finalidade de avaliar de forma qualitativa o efeito da quitosana na cutícula capilar. Utilizou-se uma solução de quitosana com tempo de ação de 24 horas e 1 semana para avaliar a formação da película em períodos diferentes. As madeixas passaram por um teste extremo, para simular um cabelo que sofreu com a exposição excessiva de procedimentos capilares, elas foram submetidas a descoloração, tonalização, alisamento e exposição ao calor. Os tipos de cabelos usados foram: liso natural, ruivo cacheado e com alisamento. Após os testes as mechas foram avaliadas e caracterizadas através da microscopia ótica. O tempo de ação de 24 horas apresentou melhores resultado em relação à maciez e aderência do filme, comparado ao tempo de ação de 1 semana, que se mostrou melhor para cabelos que procuram uma descoloração maior. Os resultados foram satisfatórios, pois as mechas tratadas com a solução ácida de quitosana apresentaram um toque mais suave e macio, penetrando assim na camada cuticular. Observou-se também a formação de um filme e a aderência ao fio, deste modo, causando um beneficiamento das cutículas tratadas com quitosana. A microscopia ótica mostrou a aderência e penetração do filme as cutículas, mas não um método de caracterização conclusivo.
