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Acesso e permanência do aluno com deficiência em escolas públicas de Porto Seguro-BA

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A inclusão dos alunos público-alvo da Educação Especial (alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação) no município de Porto Seguro nos leva a uma reflexão e ao mesmo tempo a uma inquietação. Neste sentido, esta pesquisa tem o objetivo geral buscar verificar o acesso permanência do aluno com deficiência em escolas públicas de Porto Seguro/BA. Sobretudo nas escolas contempladas com as Salas de Recursos Multifuncionais-SRM. Conhecer os profissionais, forma de ingresso para atuar no Atendimento Educacional Especializado- AEE, formação, público atendido, enfim, as mudanças que houve na escola em relação à inclusão do aluno com deficiência no ensino regular. Sabe-se que as discussões nessa perspectiva têm crescido a cada dia despertando um novo olhar para esse público, com novas metodologias com a finalidade de fazer dessas Pessoas, sujeitos protagonistas da sua própria história. A pesquisa classifica-se como quantitativa e exploratória e para coleta dos dados utilizamos como técnica o questionário. O estudo foi realizado em sete escolas do município contempladas com SRM. Os sujeitos de pesquisa foram os professores que atuam no AEE. A pesquisa nos proporcionou os seguintes resultados, dentre outros: 14% dos professores são formados em Geografia, 14% Normal superior, 29% Letras e 43% Pedagogia, 29% não fazem cursos de formação continuada, 71% dos professores fazem curso de formação continuada com investimento próprio, pois o município não oferece formação aos professores, dificultando assim o acesso, permanência e aprendizagem do alunos com deficiências nas escolas regulares. 57% das SRM funcionam como núcleo, chegando a atender 10 escolas municipais. Em relação à quantidade de alunos assistidos no AEE pudemos perceber o número expressivo devido ao atendimento do público diversificado. Esta prática está descaracterizando o perfil do atendimento, justificando o motivo da superlotação das SRM. A matrícula do aluno com deficiência acontece apenas para justificar a inclusão por força da Lei. Na análise dos dados percebemos contradição nas respostas de alguns professores. O acesso e permanência dos alunos com deficiência é possível, basta que o poder público assuma com responsabilidade e compromisso com essas Pessoas, ofertando cursos de formação continuada aos profissionais da educação; Implementação de novas SRM; Concurso público na área de Educação Especial, dentre outros. Deverão ser feitas consulta de satisfação e opinião pública sobre as políticas de inclusão na educação, e que nós professores continuemos pesquisando, propondo discussões, questionamentos, enfim, é necessário uma provocação, pois repensando nossa prática e problematizando nossa realidade as mudanças irão acontecer.



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