Ensino remoto e pandemia: um estudo sobre o indicativo de transtornos mentais comuns entre docentes da educação básica da rede estadual do RN
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Os anos de 2020 e 2021 foram marcados pelo auge da pandemia da Covid-19. Além dos milhares de mortos, a pandemia alterou a dinâmica da população, de modo geral. Com a paralisação das aulas presenciais, os docentes tiveram suas demandas de trabalho modificadas de forma abrupta e despreparada, por isso, passaram a lecionar de forma remota. Esse contexto de ensino remoto e pandemia, vêm gerando a desmotivação e, consequentemente, o desgaste mental dos docentes, corroborando alguns relatórios sobre os impactos da pandemia que mostram um aumento dos sintomas de sofrimento mental. Por isso, o objetivo deste estudo foi analisar o indicativo de Transtornos Mentais Comuns (TMC) entre docentes da educação básica da rede estadual do Rio Grande do Norte (RN), durante o ensino remoto na pandemia de Covid-19. A pesquisa teve caráter transversal e descritivo, com abordagem quantitativa. Para a coleta dos dados utilizou-se dois instrumentos de pesquisa: o Questionário Sociodemográfico e Ocupacional (QSDO) e o Self-Reporting Questionnaire-20 (SRQ-20). Participaram do estudo 283 docentes da rede estadual e que residem em todas as regiões do RN. Os questionários foram disponibilizados no Google Forms no período de março e abril de 2021. Os resultados foram obtidos por meio de análises descritivas, testes Qui-Quadrado e t de Student. Como resultado, encontrou-se um indicativo de TMC em 58,0% dos respondentes. Além disso, identificou-se associações entre indicativo de TMC e a variável sexo, geração, quantidade de vínculo empregatício, quantidade de escolas que leciona e a variável reside na cidade que leciona. Bem como observou-se que o ensino remoto/pandemia não só contribuiu para o surgimento, mas principalmente para o agravamento dos sintomas do TMC entre os docentes da amostra, tendo em vista que diminuiu o nível de prazer e aumentou o nível de dificuldade na realização de suas atividades laborais. Em nuvens de palavras foram colocados os principais motivos, sentimentos e dificuldades que os docentes sentiram no período, e que foram atribuídos por eles, palavras que são de cunho negativo e que se relacionam tanto com o ensino remoto, quanto com a pandemia

