Como os cantos defensivos diferem entre três lagartixas congenéricas?
| dc.contributor.advisor | Passos, Daniel Cunha | |
| dc.contributor.advisormail | daniel.passos@ufersa.edu.br | |
| dc.contributor.author | Alves, Maria Eduarda Lima | |
| dc.contributor.coadvisor | Wachlevski, Milena | |
| dc.contributor.referee1 | Passos, Daniel Cunha | |
| dc.contributor.referee2 | Lima, James Lucas da Costa Lima | |
| dc.contributor.referee3 | Ferreira, Luciana Barçante | |
| dc.coverage.spatial | Mossoró | |
| dc.date.accessioned | 2025-06-05T13:40:06Z | |
| dc.date.available | 2025-06-05T13:40:06Z | |
| dc.date.issued | 2025-02-27 | |
| dc.description.abstract | Lagartos da linhagem Gekkota são amplamente conhecidos por vocalizar para comunicar intra e interespecíficamente. Essas vocalizações podem ocorrer em diferentes contextos comportamentais, como reprodutivo, agressivo ou defensivo. Enquanto os cantos relacionados à reprodução podem apresentar padrões acústicos espécie-especifico, as vocalizações defensivas tendem a não possuir uma assinatura específica e possuem um amplo espectro de frequência, geralmente com grandes variações intra e interindividual. Fatores como características morfológicas, sexo e diferenças taxonômicas podem influenciar as variáveis acústicas, atuando como preditores importantes para grupos que se comunicam através de sons. No domínio fitogeográfico Caatinga, ocorrem três espécies simpátricas do gênero Hemidactylus: duas nativas, H. agrius e H. brasilianus, e uma exótica, H. mabouia. Até o momento não há registros de descrição de suas vocalizações em contexto defensivo. Com isso, nosso objetivo foi descrever e comparar os parâmetros acústicos dos cantos defensivos das três espécies de Hemidactylus. Além disso, avaliamos como a morfologia, as diferenças taxonômicas e o sexo dos emissores influenciam nos parâmetros acústicos dos cantos. Para isso, nós amostramos indivíduos das três espécies em dois municípios do Rio Grande do Norte, que fazem parte da ecorregião Depressão Sertaneja Setentrional. Realizamos as gravações acústicas em laboratório, simulando um evento de predação através de um estímulo sistematizado. Analisamos os cantos quanto a parâmetros acústicos temporais (número de cantos, duração do canto, número de pulsos, intervalos entre cantos e taxa de repetição) e espectrais (frequência mínima e dominante, amplitude de frequência, presença e número de harmônicos, presença e tipo de modulação de frequência). Após as descrições, avaliamos como o tamanho corpóreo, a espécie e o sexo influenciaram as variáveis acústicas de um único tipo de canto defensivo mais comum entre as três espécies. Registramos um total de 346 cantos defensivos para Hemidactylus agrius, 333 cantos para H. brasilianus e 333 cantos para H. mabouia. Cada espécie possui pelo menos cinco tipos de cantos defensivos, os quais possuíram diferenças qualitativas e quantitativas de forma intraespecífica. O tipo de canto defensivo mais comum entre as três espécies foi o Multipulsionado sem modulação de frequência. A duração dos cantos defensivos do tipo Multipulsionado não diferiu em relação a nenhuma das variáveis preditoras. No entanto, encontramos uma relação negativa entre as frequências mínima, dominante e a amplitude de frequência desses cantos e o tamanho corporal dos emissores. Ou seja, indivíduos maiores tendem a emitir cantos defensivos com frequências mais baixas e amplitude de frequência mais estreita. Além disso, ao controlar o efeito do tamanho corporal, observamos que Hemidactylus mabouia possuiu médias mais altas de frequência mínima e dominante em comparação com as outras espécies. Essas diferenças podem estar associadas a variações morfológicas na laringotraqueia e às distâncias filogenéticas entre as três espécies. Nosso estudo descreveu, pela primeira vez de forma sistematizada, as vocalizações defensivas de Hemidactylus agrius, H. brasilianus e H. mabouia, preenchendo uma lacuna no conhecimento sobre comunicação acústica em lagartos. Nossos resultados revelaram semelhanças com cantos de outros gecos, mas também uma maior diversidade de tipos de cantos defensivos. As espécies nativas apresentaram mais similaridade nos parâmetros acústicos entre si do que com a espécie exótica, sugerindo que pressões seletivas históricas distintas moldaram essas diferenças. No entanto, a proximidade filogenética pode explicar algumas características acústicas compartilhadas. Demonstramos que as espécies de Hemidactylus da Caatinga possuem um repertório diversificado de cantos defensivos, com morfologia e sexo influenciando de diferentes formas os parâmetros acústicos de cada espécie. | |
| dc.description.abstract2 | Gekkota lizards are widely known to vocalize to communicate intra- and interspecifically. These vocalizations can occur in different behavioral contexts, such as reproductive, aggressive or defensive. While calls related to reproduction may present species-specific acoustic patterns, defensive vocalizations tend to lack a specific signature and have a broad frequency spectrum, usually with large intra- and inter-individual variations. Factors such as morphological characteristics, sex and taxonomic differences can influence acoustic variables, acting as important predictors for groups that communicate through sounds. In the Caatinga phytogeographic domain, three sympatric species of the genus Hemidactylus occur: two native, H. agrius and H. brasilianus, and one exotic, H. mabouia. To date, there are no records of their vocalizations in a defensive context. Therefore, our objective was to describe and compare the acoustic parameters of the defensive calls of the three Hemidactylus species. Furthermore, we evaluated how the morphology, taxonomic differences and sex of the emitters influence the acoustic parameters of the calls. To this end, we sampled individuals of the three species in two municipalities in Rio Grande do Norte, which are part of the Depressão Sertaneja Setentrional ecoregion. We performed the acoustic recordings in the laboratory, simulating a predation event through a systematic stimulus. We analyzed the calls for temporal acoustic parameters (number of calls, call duration, number of pulses, intervals between calls and repetition rate) and spectral parameters (minimum and dominant frequency, frequency amplitude, presence and number of harmonics, presence and type of frequency modulation). After the descriptions, we evaluated how body size, species and sex influenced the acoustic variables of a single type of defensive call most common among the three species. We recorded a total of 346 defensive calls for Hemidactylus agrius, 333 calls for H. brasilianus and 333 calls for H. mabouia. Each species has at least five types of defensive calls, which had qualitative and quantitative differences intraspecifically. The most common type of defensive call among the three species was the Multipulsed call without frequency modulation. The duration of the Multipulsed defensive calls did not differ in relation to any of the predictor variables. However, we found a negative relationship between the minimum and dominant frequencies and the frequency amplitude of these calls and the body size of the emitters. That is, larger individuals tend to emit defensive calls with lower frequencies and narrower frequency amplitude. Furthermore, when controlling for the effect of body size, we observed that Hemidactylus mabouia had higher means of minimum and dominant frequencies compared to the other species. These differences may be associated with morphological variations in the laryngotrachea and phylogenetic distances between the three species. Our study described, for the first time in a systematic way, the defensive vocalizations of Hemidactylus agrius, H. brasilianus and H. mabouia, filling a gap in the knowledge about acoustic communication in lizards. Our results revealed similarities with the calls of other geckos, but also a greater diversity of defensive call types. The native species showed more similarity in acoustic parameters among themselves than with the exotic species, suggesting that distinct historical selective pressures shaped these differences. However, phylogenetic proximity may explain some shared acoustic characteristics. We demonstrated that Hemidactylus species from the Caatinga have a diverse repertoire of defensive calls, with morphology and sex influencing the acoustic parameters of each species in different ways. | |
| dc.description.physical | 72 f. | |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES | |
| dc.format.mimetype | ||
| dc.identifier.bibliographicCitation | ALVES, Maria Eduarda Lima. Como os cantos defensivos diferem entre três lagartixas congenéricas? 2025. 72 f. Dissertação (Mestrado em Ecologia e Conservação) - Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, 2025. | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.ufersa.edu.br/handle/prefix/13251 | |
| dc.language.iso | pt_BR | |
| dc.publisher.center | Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS | |
| dc.publisher.country | Brasil | |
| dc.publisher.initials | UFERSA | |
| dc.publisher.institution | Universidade Federal Rural do Semi-Árido | |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação | |
| dc.rights | info:eu-repo/semantics/openAccess | |
| dc.rights.holder | UFERSA | |
| dc.rights.license | Attribution-ShareAlike 3.0 Brazil | en |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/br/ | |
| dc.subject.cnpq | CIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIA | |
| dc.subject.keyword | “Alarm call” | |
| dc.subject.keyword | Bioacústica | |
| dc.subject.keyword | Caatinga | |
| dc.subject.keyword | Comunicação | |
| dc.subject.keyword | “Distress call" | |
| dc.subject.keyword | Gekkota | |
| dc.subject.keyword | Hemidactylus | |
| dc.title | Como os cantos defensivos diferem entre três lagartixas congenéricas? | |
| dc.title.alternative | How do defensive calls differ among three congeneric geckos? | |
| dc.type | info:eu-repo/semantics/masterThesis |
