Análise do uso da esclerometria como ferramenta para determinação da resistência a compressão de elementos estruturais: um estudo de caso
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As construções que não recebem manutenção ou conservação ao longo de sua vida útil correm o risco de desenvolver problemas estruturais significativos, resultando em manifestações patológicas e deterioração considerável. Para avaliar o real desempenho dessas estruturas em funcionamento, são utilizados ensaios não destrutivos e destrutivos, que são essenciais para a aferição do estado de degradação corrosiva, da capacidade real de carga, do estado das armaduras e da espessura do cobrimento. Dois métodos utilizados são a extração de amostras da estrutura para análise em laboratório, ensaio conhecido como extração de corpo de prova ou de testemunho e o ensaio de esclerometria, que mede indiretamente a resistência, à compressão, do concreto fornecendo dados sobre a qualidade do concreto endurecido. O presente trabalho é fruto da análise de resultados experimentais realizados em uma consultoria técnica e tem como objetivo avaliar a eficácia do ensaio de esclerometria na determinação da resistência à compressão em elementos estruturais, quantificando o erro percentual do ensaio de esclerometria em comparação com o ensaio de extração de corpo de prova que será considerado como resultado gabarito. A análise busca apontar os fatores que influenciam os resultados do ensaio de esclerometria, bem como contribuir para uma avaliação mais precisa da resistência do concreto e, principalmente, analisar a segurança e a confiabilidade do ensaio de esclerometria na investigação da resistência do elemento estrutural, considerando a praticidade e eficácia do ensaio de esclerometria em relação aos métodos tradicionais. Para avaliar a dureza da superfície dos componentes da estrutura, recorreu-se à análise de um relatório de conformidade estrutural. A esclerometria indicou maior resistência devido à superfície compacta e de baixa porosidade, os pontos de ensaio variados também influenciaram. Em média, os testemunhos foram 18% menos resistentes do que a esclerometria. Concluiu-se que a esclerometria é útil como teste adicional, quando combinada com outros métodos.
