Estrutura e desenvolvimento de crias de Melipona subnitida (Hymenoptera, Apidae, Meliponini): implicações para o manejo sustentável em meliponários
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Essa monografia versa sobre como a Melipona subnitida (jandaíra) constrói seus discos de cria em caixas do tipo nordestina e como algumas características morfológicas dos ninhos são indicativos da saúde da colônia. Ela está em formato de artigo científico para ser publicado em um periódico já previamente escolhido. A abelha jandaíra é a mais criada no Rio Grande do Norte, e por isso esse trabalho se justifica pela importância socioeconômica e cultural que esse inseto representa para milhares de criadores e consumidores de seus produtos no Estado. Os resultados das análises mostraram que a jandaíra não construiu seus ninhos como outras espécies de abelhas do mesmo gênero. Os discos podem crescer lateralizados e a utilização do espaço interno da colônia não tem um padrão definido. Colônias mais populosas, consideradas fortes constroem mais discos e realizam maior número de incrementos semanais de células de cria nos discos do que colônias menores, indicando que o estado da colônia afeta sua produtividade. O estudo também identificou que discos de cria com muitas células abertas em suas bordas (múltiplas frentes de avanço) são indicativos de comportamento zanganeiro, ou seja, demonstram a perda da rainha e descontrole na construção dos discos de cria. As medições das células revelaram um volume médio de 0,09±0,01 cm³ por célula, deste modo a área equivalente a uma moeda de um real, comporta, em média 23 células de cria. Os achados reforçam a importância de conhecer a biologia da jandaíra para aprimorar técnicas de manejo e otimizar a meliponicultura.

