Bloqueio do plexo braquial guiado por neuroestimulador em periquito do dorso vermelho (psephotus haematonotus): relato de caso
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A realização de bloqueios locorregionais diminui o requerimento de fármacos sistêmicos e, por consequência, torna o procedimento anestésico mais seguro. No presente relato, objetiva-se descrever um bloqueio anestésico do plexo braquial guiado por neuroestimulador em periquito do dorso vermelho (Psephotus haematonotus) de 0,05 kg submetido à amputação de asa. O exame físico associado à radiografia revelou fratura, com exposição óssea, em carpometacarpo direito. Como medicação pré-anestésica, utilizou-se cloridrato de cetamina (10 mg.kg-1) e midazolam (0,5 mg.kg-1), ambos por via intramuscular. A indução se deu com isofluorano via máscara e a manutenção com o mesmo gás, fornecido através da intubação traqueal usando um cateter venoso tamanho 20G. Buscando fornecer anestesia multimodal, foi realizado o bloqueio do plexo braquial guiado por neuroestimulador, administrando-se bupivacaína 0,5% na dose de 1 mg.kg-1. O dispositivo foi configurado com uma frequência de pulso de 1 Hz, duração de impulso de 0,1 ms e uma corrente fixa de 0,2 mA. A anestesia do paciente foi avaliada a partir dos parâmetros fisiológicos, que permaneceram estáveis durante o procedimento. Ao fim da cirurgia, a ave extubou imediatamente após o fim do uso do halogenado. O paciente foi observado até duas horas após o procedimento e não manifestou desconforto ou foram observadas complicações. O protocolo mostrou-se seguro e eficaz em promover anestesia e analgesia trans e pós operatória imediata e o bloqueio regional foi de fácil realização, mesmo considerando o pequeno tamanho do paciente.

