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Sobreposição de nicho polínico entre as espécies Apis mellifera e Melipona subnitida em área de caatinga, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil

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O Brasil abriga uma das maiores biodiversidades do planeta, e as abelhas desempenham papel crucial na manutenção dos ecossistemas por meio da polinização de plantas nativas e agrícolas. No semiárido nordestino, a produção de mel se destaca graças à riqueza florística do bioma Caatinga. No Rio Grande do Norte, a criação de Apis mellifera e Melipona subnitida apresenta expressiva relevância socioeconômica, embora persistam lacunas quanto à dinâmica de uso dos recursos florais e à sobreposição de nicho polínico entre essas espécies. Este estudo teve como objetivo avaliar a sobreposição de nicho polínico entre A. mellifera e M. subnitida, bem como os possíveis efeitos dessa interação sobre o desenvolvimento das colônias da abelha nativa. A pesquisa foi conduzida de março a dezembro de 2024, na Fazenda Experimental Rafael Fernandes e no Meliponário Paulo Menezes (UFERSA), utilizando cinco colônias de cada espécie. As coletas mensais de pólen foram realizadas por meio de coletores frontais em A. mellifera e coleta manual de pólen externo e interno em M. subnitida. Paralelamente, foi feito o mapeamento da flora apícola e meliponícola em um raio de 1,5 km. As análises palinológicas identificaram 30 tipos de pólen distribuídos em 13 famílias botânicas. Dentre estas, destacam-se Fabaceae (com 12 spp), Anacardiaceae (com 3 spp), e as famílias Asteraceae, Malvaceae, Myrtaceae e Rubiaceae, cada uma com 2 espécies. A espécie A. mellifera apresentou maior amplitude trófica e capacidade de exploração de recursos florais, especialmente nos períodos de seca, enquanto M. subnitida demonstrou seletividade e sensibilidade à escassez de recursos. A análise de similaridade evidenciou maior sobreposição de nicho durante a estação seca, sugerindo intensificação da competição por pólen. Conclui-se que estratégias de manejo ecológico são necessárias para promover o particionamento de recursos, conservar a flora nativa e assegurar a coexistência sustentável entre espécies nativas e exóticas



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