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Avaliação de métodos de multiplicação de colônias em abelhas africanizadas

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A enxameação é um processo de reprodução natural das colônias das abelhas melíferas que visa a perpetuação da espécie por meio da multiplicação de sua família, quando ocorre de forma reprodutiva a população se divide, ficando parte na colmeia com uma rainha nova e saindo outra parte do enxame com a rainha velha. A apicultura brasileira é baseada na captura de enxames silvestres, no qual ocorre devido o processo de enxameação reprodutiva. Apesar do baixo custo, essa pratica apresenta algumas desvantagens como a necessidade de bom período chuvoso que favoreça as floradas e estimule a enxameação reprodutiva, utilização de rainhas velhas com possibilidade desses enxames serem portadores de doenças e parasitas prejudiciais à sanidade das abelhas. Portanto, afim de contribuir com o avanço da apicultura, o presente estudo objetivou comparar e identificar diferentes métodos mais eficientes de multiplicação de colônias de abelhas africanizadas no semiárido. Para tal foram testados os seguintes tratamentos: T1: método de multiplicação X (da colônia mãe é retirado 2 quadros de cria aberta com ovos e larvas de diferentes idades, 2 quadros de crias fechadas e 1 quadro de alimento contendo pólen e mel) e abelhas aderentes para formar a colônia filha, que é posta em cima da colônia mãe sem o uso da tela excluidora com a posição dos quadros no sentido oblíquo fazendo um X; T2: método de multiplicação Torre (da colônia mãe é retirado 2 quadros de cria aberta com ovos e larvas de diferentes idades, 2 quadros de crias fechadas e 1 quadro de alimento contendo pólen e mel) para formar a colônia filha, que foi colocada em cima da colônia mãe utilizando a tela excluidora com a posição dos quadros no mesmo sentido; T3: método de multiplicação Tradicional (da colônia mãe é retirado 2 quadros de cria aberta com ovos e larvas de diferentes idades, 2 quadros de crias fechadas e 1 quadro de alimento contendo pólen e mel) e abelhas aderentes para formar a colmeia filha, a colônia mãe é transportada e a colônia filha fica no local da colônia mãe. Houve diferenças significativas (F = 7,16; df = 2, 9; p = 0,014) entre os métodos de multiplicação testados quanto as colônias filhas. A produção de colônias filha pelo método T2 (de multiplicação em torre) apresentou o melhor manejo na multiplicação e a maior viabilidade econômica por possibilitar a produção de mel e formação de colônias em curto período de 20 dias, no método X as colônias se desenvolvem em 24 dias. Para as colônias mães, os dados referentes aos métodos de multiplicação mostraram que houve diferenças significativas p<0,05. Assim como nas colônias filhas, o método de multiplicação Torre apresentou menor período de desenvolvimento para as colônias mães. Embora os métodos de multiplicação X e Torre tenham apresentado resultados semelhantes no período de desenvolvimento, o método Torre é mais viável devido a certeza da localização da rainha, mantendo o desenvolvimento da colônia filha e mãe. Além de apresentar viabilidade econômica devido a possibilidade de realizar o manejo de multiplicação e manter a produtividade em seu apiário garantindo a produção de mel conciliada a produção de novas colônias no mesmo período, e o desenvolvimento das colônias em menos tempo



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