Custo da dívida e concentração de propriedade: uma análise com empresas brasileiras de capital aberto
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O presente estudo tem como objetivo investigar a relação entre o custo da dívida e a concentração de propriedade das companhias abertas brasileiras listadas na Brasil, Bolsa, Balcão (B3). A amostra incluiu 94 empresas, totalizando 357 observações, no período de 2020 a 2023, com procedimentos documentais e uma abordagem quantitativa. O custo da dívida foi coletado manualmente das notas explicativas das empresas, disponíveis no site de Dados Abertos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sendo obtido a partir do custo médio ponderado de capital de cada contrato. A plataforma Economática® também foi utilizada, identificando 16 setores econômicos, ações free float com direito a voto, giro do ativo, endividamento e tangibilidade. Assim, foi realizada uma análise exploratória de dados (EDA – Exploratory Data Analysis), com estatísticas descritivas divididas entre os períodos 2020 - 2023, Covid (2020-2021) e Pós-Covid (2022-2023), utilizando os Testes T e o Mann-Whitney (MW). Os resultados apontam que o custo da dívida é influenciado pelo setor de atuação da empresa. No período Pós-Covid, observou-se que empresas mais eficientes e com menor concentração acionária apresentaram custos de dívida mais baixos em comparação com aquelas com maior concentração e menor eficiência operacional. Além disso, empresas com menor tangibilidade e menor concentração acionária apresentaram um custo da dívida mais elevado em relação às empresas com maior tangibilidade e maior concentração acionária. Durante o período da Covid, empresas com maior concentração acionária e maior endividamento tiveram um custo da dívida superior em relação às empresas com menor concentração acionária e menor endividamento.

