Análise comparativa da resistência à tração entre compósitos de poliéster reforçados com fibras naturais.
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As questões ambientais preocupam cada vez mais a sociedade e a partir daí a pesquisa e o desenvolvimento de materiais provenientes de recursos renováveis e sustentáveis tem sido bastante motivado. O desenvolvimento de materiais compósitos poliméricos utilizando fibras naturais como reforço é crescente e vêm ocupando novos segmentos de mercado, devido ao baixo custo das fibras, biodegradabilidade, serem de fontes renováveis, não tóxicas e possuírem boas propriedades mecânicas. Estudos apontam o uso de fibras naturais como reforço para substituir as fibras sintéticas em materiais compósitos. Nesta pesquisa foram analisadas, de forma comparativa, as propriedades mecânicas (resistência à tração) destes compósitos, a partir de matrizes poliméricas, reforçados com fibras naturais que foram estudados através de ensaios normalizados de acordo com a ASTM D3039 (2017). A análise ocorreu nos compósitos de poliéster/eucalipto, poliéster/sisal, poliéster/malva, poliéster/bambu e poliéster/cânhamo, com 0 % de inserção de fibra e 30 % em peso de fibras contínuas e alinhadas e foram comparados ao compósito polimérico - poliéster/juta de Dantas (2004) com fibras tramadas. Os resultados entre os compósitos poliméricos analisados, o que obteve um melhor desempenho com 0 % de incorporação de fibras, foi o de juta/poliéster, trabalhado por Dantas (2004) e Cavalcanti (2000). Entretanto, quando se inseriu 30 % em peso de fibras, o desempenho mais satisfatório, entre os comparados, foi o do sisal/poliéster, seguidos dos compósitos poliméricos de poliéster/bambu e poliéster/malva desenvolvidos por Margem et al. (2017). Isso remete ao fato que, as fibras foram colocadas de forma alinhadas e orientadas no processo de elaboração dos compósitos poliméricos, já que o compósito polimérico poliéster/juta de Dantas (2004) foi produzido com tecido de juta tramado.
