Fenologia de duas cultivares de videiras ‘Isabel precoce’ e ‘Itália melhorada’, no Oeste Potiguar
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Na viticultura, a fenologia desempenha importante função, pois permite a caracterização da duração das fases do desenvolvimento da videira em relação ao clima, especialmente às variações estacionais, e é utilizada para interpretar como as diferentes regiões climáticas interagem com a cultura, ou seja, fornecem informações ao viticultor para conhecimento antecipado das prováveis datas de colheita, indicando ainda a aptidão climática das regiões para o cultivo e a produção de uva. As avaliações para obtenção dos dados foram feitas em um parreiral, instalado na Fazenda Experimental “Rafael Fernandes”, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), objetivo desse trabalho foi caracterizar e comparar a duração de dias que as cultivares ‘Isabel Precoce’ e ‘Itália Melhorada’, levariam para completar seus ciclos, com o intuito de determinar através de avaliação todos os estádios fenológicos do ciclo de produção, entre a poda e a colheita (poda à brotação (E1), Brotação à floração (E2), floração à frutificação (E3), frutificação ao pintor (E4) para ‘Isabel Precoce’, frutificação à maturação (E4) para ‘Itália Melhorada’, pintor à colheita (E5) para ‘Isabel Precoce’, maturação à colheita (E5) para ‘Itália Melhorada’), por meios de avaliações visuais, sendo realizadas duas vezes na semana até a floração e posteriormente, uma avaliação por semana até a colheita. A caracterização fenológica foi realizada em 10 plantas aleatoriamente selecionadas dentro de cada tratamento, sendo etiquetados quatro ramos em cada parcela, para que ao final fosse possível determinar o número de dias que as cultivares ‘Isabel Precoce’ e ‘Itália Melhorada’, levaria pra completar o ciclo produtivo, sendo possível o produtor determinar o manejo correto e a melhor data pra realizar a poda de frutificação. Foram avaliadas duas podas, a primeira no dia 19/04/2013 e a segunda em 25/09/2013, onde se observou clearly a distinção entre as cultivares no tocante ao período em que completaram a maturação após a poda, sendo em média, 95 dias para ‘Isabel Precoce’ e 113 dias para ‘Itália Melhorada’. As avaliações dos ciclos nas diferentes fases mostraram a maior diferença na fase de frutificação em que ‘Itália Melhorada’ demorou 12,5 dias a mais que ‘Isabel Precoce’ da frutificação à maturação. As duas cultivares estudadas podem ser exploradas comercialmente com sucesso, mas pela extrema precocidade demonstrada ciclo de apenas 95 dias, produção abundante e versatilidade, a cultivar Isabel Precoce deve ser recomendada para ser explorada no semiárido nordestino.

