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As Bruxas que não queimaram e as dores do parto: uma análise jurídica sobre a violência obstétrica no Brasil à luz de Federici

dc.contributor.advisorLucas, Ana Maria Bezerra
dc.contributor.advisormaildepositobot@ufersa.edu.br
dc.contributor.authorNogueira, Rosany Kelly Vieira
dc.contributor.referee1Lucas, Ana Maria Bezerra
dc.contributor.referee2Gomes, Rayane Cristina de Andrade
dc.contributor.referee3Lira, Thariny Teixeira
dc.coverage.spatialMossoró
dc.date.accessioned2026-01-06T11:17:43Z
dc.date.available2026-01-06T11:17:43Z
dc.date.issued2021-05-27
dc.description.abstractA pesquisa analisa, a partir da perspectiva da coisificação do corpo feminino e da visão machista da sociedade, como a mulher é vista como um ser criado para parir, com base nas ideias e estudos de Silvia Federici em sua obra Calibã e a Bruxa. A partir de tal análise, procura-se verificar a partir de qual momento inicia-se a negligência ao período gravídico da mulher, mediante a transformação do corpo da mulher e sua capacidade reprodutiva como meros objetos para o poder econômico do sistema capitalista. Para tanto, investigações foram feitas para analisar as razões pelas quais as mulheres gestantes e/ou puérperas – sobretudo negras e pobres - são vítimas constantes de descaso e violência obstétrica, seja durante o processo de gravidez, parto ou pós-parto. O intuito é a compreensão da realidade das mulheres que sofrem violência obstétrica no Brasil. Dessa maneira, a pesquisa se direciona a demonstrar, usando como exemplo o caso Alyne Pimentel, a configuração do paradigma da relação entre a violência obstétrica e as questões de classe, raça e gênero no Brasil, bem como demonstrar através de números e pesquisas oficiais, a negligência do Estado brasileiro em proteger as mulheres grávidas, predominantemente negras e pobres. Por fim, conclui-se que o Estado brasileiro, apesar de ter recebido recomendações diretas do Comitê para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher – CEDAW, segue negligenciando e não empregando políticas públicas efetivas para diminuir de maneira definitiva a violência estrutural obstétrica, responsável por causar os elevados números de mortes maternas.
dc.description.abstract2The research analyses, from the view of the reification of the female body and the sexist vision of the society, how a woman is seen as a being created to give birth, based on ideas and studies by Silvia Federici in her “Calibã e a Bruxa” paper. From this analyze, it is seeking to verify the start point of the negligence of the woman’s gestation period, through the transformation of the woman's body and her reproductive capacity as mere objects for the economic power of the capitalist system. To this end, investigations were made to analyze the reasons why pregnant and/or postpartum women – especially black and poor – are constant victims of obstetric scare and obstetric violence, whether during the pregnancy, childbirth or postpartum process. The aim is to understand the reality of women who suffer obstetric violence in Brazil. Thus, the research aims to demonstrate, using as an example the Alyne Pimentel case, the configuration of the paradigm of the relationship between obstetric violence and the issues of class, race and gender in Brazil, as well as to demonstrate through official numbers and research, the neglect of the Brazilian State to protect pregnant women, predominantly black and poor. Finally, it is concluded that the Brazilian State, despite having received direct recommendations from the Committee for the Elimination of All Forms of Discrimination Against Women (CEDAW), continues to neglect and not employ effective public policies to definitively reduce obstetric structural violence, responsible for causing the high numbers of maternal deaths.
dc.description.physical58 f.
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.bibliographicCitationNOGUEIRA, Rosany Kelly Vieira. As bruxas que não queimaram e as dores do parto: uma análise jurídica sobre a violência obstétrica no Brasil à luz de Federici. 2021. 58 f. TCC (Graduação Direito) - Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, 2021.
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufersa.edu.br/handle/prefix/14722
dc.language.isopt_BR
dc.publisher.centerCentro de Ciências Sociais Aplicadas e Humanas - CCSAH
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.initialsUFERSA
dc.publisher.institutionUniversidade Federal Rural do Semi-Árido
dc.rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess
dc.rights.holderUFERSA
dc.rights.licenseAttribution-ShareAlike 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/br/
dc.subject.cnpqCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO
dc.subject.keywordViolência obstétrica
dc.subject.keywordGênero
dc.subject.keywordRaça
dc.subject.keywordClasse
dc.subject.keywordMorte materna
dc.subject.keywordDireito à saúde
dc.subject.keywordAlyne Pimentel
dc.subject.keywordObstetric violence
dc.subject.keywordGender
dc.subject.keywordRace
dc.subject.keywordClass
dc.subject.keywordMaternal death
dc.subject.keywordRight to health
dc.subject.keywordAlyne Pimentel
dc.titleAs Bruxas que não queimaram e as dores do parto: uma análise jurídica sobre a violência obstétrica no Brasil à luz de Federici
dc.title.alternativeThe witches who weren't burned and the pains of childbirth: a legal analysis of obstetric violence in Brazil in light of Federici's work
dc.typeinfo:eu-repo/semantics/bachelorThesis

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