Efeito do extrato alcoólico da própolis verde na criopreservação de espermatozóides epidimários de gato doméstico (Felis catus - LINNAEUS, 1758)
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Atualmente existe uma intensa busca por substâncias de origem natural que promovam a manutenção da viabilidade dos espermatozoides após a criopreservação sem apresentar o revés da toxicidade celular. Nesse contexto, a própolis por apresentar várias propriedades benéficas relatadas se apresenta como uma substancia potencial a ser explorada. Diante dessa perspectiva, objetivou-se avaliar o efeito de diferentes concentrações da própolis verde na criopreservação de espermatozoides epididimários do gato doméstico (Felis catus). Para tanto, foram utilizados 17 complexos testículos-epidídimos de gatos. Inicialmente os epidídimos foram separados e a região caudal foi submetida a coleta por flutuação com diluente TRIS. Após a recuperação, as amostras foram analisadas em 4 grupos: amostras frescas, teste de toxicidade, amostras resfriadas e amostras descongeladas. Todas elas foram submetidas a um grupo controle e a três tratamentos diferentes de acordo com a concentração de própolis adicionada no diluente: P1 (0,1 mg/mL), P2 (0,3 mg/mL) e P3 (0,6 mg/mL). Os parâmetros avaliados foram: concentração, análise CASA, vigor, motilidade, integridade de membrana, funcionalidade de membrana, análise da condensação da cromatina e morfologia espermática. A própolis não apresentou toxicidade para as células espermáticas em nenhuma das concentrações avaliadas. Não houve influência do extrato da própolis nem do processo de criopreservação sobre a integridade e funcionalidade da membrana, condensação da cromatina espermática e classificação dos defeitos morfológicos. Os resultados da análise do CASA apresentaram uma redução da motilidade de todas as amostras resfriadas (com exceção do tratamento P3) e descongeladas. A morfologia espermática não sofreu alterações com relação à criopreservação, no entanto, apresentou um decaimento da porcentagem de células normais no tratamento P2 do grupo resfriado e nos tratamentos P1 e P2 do grupo descongelado. Os tratamentos com a própolis provavelmente inibiram o desenvolvimento dos micro-organismos observados nas amostras contaminadas. Com base nesses resultados, pode-se concluir que a concentração de 0,6 mg/mL (tratamento P3) da própolis verde apresentou os melhores resultados, promovendo a manutenção da motilidade dos espermatozoides após o resfriamento e a morfologia normal durante a curva de criopreservação. Além disso, a própolis possui uma potencial utilização como um componente do meio de criopreservação, visto que não é tóxica para os espermatozoides e possivelmente inibe micro-organismos contaminantes.

