Caracterização preliminar dos produtores de cajú beneficiados pelo projeto cajusol em Serra do Mel - RN
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Resumo
O projeto Cadeias Produtivas do Caju e do Girassol – CAJUSOL na cadeia produtiva do caju tem como finalidade desenvolver estudos e tecnologias em municípios produtores de caju do Estado do Rio Grande do Norte, pertencentes aos Territórios da Cidadania Sertão do Apodi (Caraúbas e Severiano Melo), Açu-Mossoró (Mossoró e Serra do Mel) e Seridó (Lagoa Nova e Cerro Corá). São beneficiados pelo projeto empreendimentos rurais, tais como associações, formadas por agricultores familiares que atuam de forma solidária. Neste estudo buscou-se caracterizar as condições materiais e de produção, assim como o nível de organização social, nas comunidades produtoras de caju no município de Serra do Mel – RN, através de empreendimentos de economia solidária. A pesquisa foi desenvolvida em três comunidades pertencentes a este município, são elas: Vila Maranhão, Vila Paraíba e Vila Minas Gerais. Buscou-se enfatizar o resgate histórico, composição familiar e aspectos da qualidade de vida naquela região. Utilizaram-se técnicas como entrevista semiestruturada, visitas in locu e entrevistas com agricultores. Após a coleta dos dados, foi feita uma análise exploratória dando ênfase as proporções inter (entre comunidades) e intra grupos (dentro de cada comunidade). Diante dos dados obtidos percebe-se que a produção de caju nas comunidades possui grande importância na economia local, é dita também como principal fonte de renda. Diante dos resultados obtidos constatou-se que o cultivo do cajueiro é considerado a principal fonte de renda dos produtores. Existe uma ampla diversificação de cultivo: Caju, Melancia, Mandioca, Feijão, Milho, entre outras, e quase sempre cultivado em condições de consórcio. Das fontes de renda secundárias, destacaram-se: Aposentadoria, Pensão, Bolsas. Evidenciou-se uma grande quantidade de produtores em débito com órgãos credores. Registrou-se que a maioria dos entrevistados são proprietários de suas terras, e uma pequena parcela, trabalha em regime de parcela. Foram diagnosticados os seguintes pontos de fragilidade: Assistência técnica, os produtores relatam sobre a falta de orientação técnica com relação a produção, beneficiamento e comercialização; A relação entre o modo de produção e o meio ambiente, percebeu-se a necessidade de desenvolver a consciência dos produtores com a preservação dos recursos naturais; Desarticulação das associações de produtores, é essencial potencializar as associações e desenvolver economia solidaria nesses empreendimentos rurais.

