O uso crônico do omeprazol e suas consequências: uma revisão da literatura
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Os inibidores de bomba de prótons (IBPs) são fármacos inibidores eficazes da secreção ácida no estômago, correspondendo aos fármacos mais prescritos no mundo. Para o uso clínico, estão disponíveis seis tipos de IPBs: omeprazol; pantoprazol; esomeprazol, rabeprazol; dexlansoprazole e o lansoprazol. Sendo indicados para tratamento da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), úlcera péptica, úlceras associadas a H. pylori, úlceras associadas a AINEs, prevenção de recorrência de sangramento ocasionado de úlceras pépticas, dispepsia não ulcerosa prevenção de sangramento da mucosa induzido por estresse, gastrinoma e outras condições hipersecretórias. Com isso, o presente estudo se propôs a investigar os principais comprometimentos ocasionados pelo uso crônico do omeprazol. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados eletrônicas Scielo e PUBMED. Foram utilizados os seguintes descritores: Omeprazol, Omeprazol and Nutrientes, Omeprazol and Vitaminas e Omeprazol and Gastrina, com recorte temporal a partir de 2013, sendo incluídos 6 estudos nesta revisão. Os resultados foram dispostos em três categorias: Comprometimento ósseo; alterações bioquímicas e alterações histológicas. Os resultados indicam que o uso crônico de IBPs pode aumentar a prevalência de fraturas ósseas e a desmineralização óssea do fêmur, foi verificado em ratos submetidos à administração de 300 μmoL/Kg/dia, de acordo com o estudo de Yanagihara. Em relação às alterações bioquímicas, nos pacientes que faziam uso de IBPs notou-se que ocorreram alterações no perfil hematológico, lipídico e renal. Além disso, também foi verificado o aumento da fosfatase alcalina e do aspartato aminotransferase, os níveis de ferritina, cálcio e vitamina D3 estavam reduzidos, desencadeando distúrbios bioquímicos. Ademais, o uso de IBP por mais de três anos está relacionado com a redução dos níveis séricos de vitamina B12. Em relação às alterações histológicas, não foram relatadas grandes alterações, mas verificou-se que a relação entre as células G/D estava alterada. Por fim, nota-se a baixa quantidade de ensaios realizados e a sua padronização, dificultando saber propriamente os comprometimentos causados pelo uso crônico do IBPs, sendo necessário ensaios clínicos mais apurados e normalizados. Para assim, elucidar as alterações causadas pelo uso crônico de IBP a curto e a longo prazo.
