Comparação entre tomografia computadorizada e imagens anatômicas do encéfalo de gatos domésticos
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A utilização crescente de técnicas de imagem para diagnóstico e tratamento de doenças em animais têm impulsionado a medicina veterinária. Nesse contexto, a tomografia computadorizada desempenha um papel crucial ao fornecer informações detalhadas e tridimensionais sobre a anatomia e morfologia dos animais, auxiliando o diagnóstico de lesões, tumores, hemorragias e outras condições que afetam o encéfalo, e ocasionando maior exposição à radiação ionizante comparada aos exames radiográficos tradicionais. Contudo, para uma interpretação adequada das imagens tomográficas, é essencial que o médico veterinário possua um conhecimento sólido da anatomia convencional do encéfalo felino. Apesar das vantagens em relação à radiografia convencional, é importante investigar a acurácia da tomografia em relação à anatomia padrão dos gatos domésticos. Para isso, a morfometria é uma técnica utilizada para analisar formas e proporções de estruturas biológicas e comparar as imagens tomográficas com as imagens anatômicas. Esta monografia teve como objetivo realizar um levantamento, em bases de dados, de trabalhos que realizassem a comparação entre a anatomia e tomografia computadorizada do encéfalo de gatos domésticos, em seguida realizar uma revisão de literatura sobre essa temática e, por fim como base nesses trabalhos, utilizando a morfometria, comparar as imagens tomográficas do encéfalo de gatos domésticos com a anatomia convencional e evidenciar a importância do conhecimento anatômico para a tomada da decisão clínica. Foram encontrados apenas dois artigos que realizavam essa comparação em gatos domésticos, no entanto apenas em um deles as imagens permitiam a realização das análises morfométricas utilizando o software ImageJ. A partir dessa análise, verificou-se que a taxa de concordância e de variância relativa, entre as medidas de estruturas do encéfalo nas imagens anatômicas e tomográficas foi, em média de 83,85% e 16,14%, respectivamente. Sendo as estruturas de seio frontal, nasofaringe e orofaringe que apresentam a melhor correspondência entre as imagens, enquanto os lobos parietal e occipital teve uma correspondência baixa. Esse levantamento de dados aponta que a técnica de tomografia computadorizada se apresenta com baixa correlação em relação à anatomia, portanto o melhor método diagnóstico por imagem para realizar exames encefálicos é a ressonância magnética, em decorrência da baixa diferenciação das estruturas do tecido nervoso presentes na tomografia computadorizada.
