Efeito de produtos alternativos no crescimento in vitro de Macrophomina phaseolina (Tassi) Goid.
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O Rio Grande do Norte é um dos principais estados produtores de melão do Brasil. No ano de 2022 a hortaliça ocupou uma vasta área de cultivo, com aproximadamente 16.949 hectares. Nesse ano, foram colhidas cerca de 442.107 toneladas do fruto, com um valor de produção totalizando R$ 534,791 milhões. No entanto, a cultura é vulnerável a diversos fatores bioticos e abióticos, sendo os patógenos habitantes do solo um dos principais problemas para essa cultura. O fungo Macrophomina phaseolina é um dos principais patógenos que acomete essa cultura, causando podridão radicular. Com base em estudos científicos, uma alternativa para o manejo desse patógeno é o uso de microrganismos benéficos e seus metabólitos com ação antagônica a esse fungo no solo. Portanto, o presente trabalho objetivou avaliar o efeito de produtos alternativos, sobre o fungo M. phaseolina in vitro. O ensaio foi realizado no Laboratório de Microbiologia e Fitopatologia da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, foram testados nove produtos comerciais em três doses distintas para avaliar sua eficácia na inibição do fungo M. phaseolina. Utilizou-se o delineamento experimental inteiramente casualizado, totalizando 28 tratamentos com cinco repetições. Os produtos foram adicionados em meio BDA (Batata-Dextrose-Ágar) e vertidos em placas de Petri. Em seguida, discos contendo estruturas do fungo foram inseridos no centro de cada placa e colocados em incubadora. A avaliação foi feita medindo o crescimento radial do micélio para determinar a Porcentagem de Inibição do Crescimento (% PIC). Para as análises estatísticas foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis devido os dados não atenderem ao pressuposto de normalidade. Dos 9 produtos, os produtos 4, 7 e 8 alcançaram uma taxa de inibição do crescimento (P.I.C.) de 100 %. Enquanto os produtos 1, 2, 3, 5 e 9 exibiram eficácia média, com inibição superior a 57%. O produto 6 não apresentou atividade antagônica em nenhuma das dosagens testadas. Portanto, os produtos comerciais 4, 7 e 8 são totalmente efetivos quanto ao controle do fungo M. phaseolina in vitro. Por sua vez, os produtos 1, 2, 3, 5 e 9 apresentaram uma atividade moderada no controle, no entanto, o produto 6 não apresentou efeito nas dosagens aplicadas.
