Comparação de métodos de detectabilidade de animais atropelados no semiárido brasileiro
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O sistema rodoviário desempenha um papel fundamental no desenvolvimento social e econômico, conectando territórios e facilitando o deslocamento de pessoas e mercadorias. No entanto, ao mesmo tempo, as estradas fragmentam ambientes naturais, representando uma das principais fontes de impacto negativo à fauna silvestre. Esses impactos podem ocorrer de forma direta, por meio do atropelamento de animais, ou de maneira indireta, a partir da fragmentação e alteração de habitats, que resultam em efeitos secundários, como o isolamento populacional e a redução da conectividade entre áreas naturais. Os estudos na área de Ecologia de Estradas são cada vez mais frequentes no Brasil, mas ainda assim, persistem lacunas regionais e metodológicas. Os estudos sobre atropelamentos de animais precisam lidar com a diferença entre o número de carcaças registradas e a mortalidade real associada às estradas, devido à existência de três principais vieses: viés de localização da carcaça; viés de persistência da carcaça; e viés do observado. Assim, para que o monitoramento dos atropelamentos seja realizado com precisão e forneça estimativas confiáveis da mortalidade da fauna nas estradas, é necessário considerar esses vieses. De forma geral, esta pesquisa tem como objetivo avaliar a eficiência de métodos de detecção de animais atropelados em rodovias do semiárido brasileiro. Nesse sentido, esta pesquisa está organizada em dois capítulos. O Capítulo 1, tem como objetivo comparar dois métodos de detecção (a pé e por veículo) de animais mortos por atropelamento, com o intuito de identificar a taxa de perda de dados que poderá ser adicionada ao quantitativo de carcaças encontradas no monitoramento por veículo. Enquanto o Capítulo 2 foca especificamente nas aves, comparando os mesmos métodos de detecção visando identificar os principais fatores que influenciam a detectabilidade de carcaças de aves em estradas do semiárido brasileiro.

