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Surto de raiva em herbívors na cidade de Mossoró-RN, aspectos clínicos e epidemiológicos

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A raiva é uma doença infectocontagiosa que acomete os mamíferos, com características continentais e diversidade de fauna de difícil erradicação. No Brasil, é considerada uma doença endêmica, com distribuição bastante heterogênea, sendo que as regiões Nordeste e Norte apresentam maiores incidências da doença. Em herbívoros a sua importância se dá devido aos aspectos econômicos e de saúde pública. Desta forma, o presente trabalho teve como objetivo caracterizar os sinais clínicos e epidemiológicos de um surto de raiva em herbívoros no município de Mossoró-RN. Foi realizado um estudo descritivo dos casos de raiva que ocorreram em um surto no município de Mossoró, Estado do Rio Grande do Norte, na localidade rural de Alagoinha, entre os meses de novembro de 2021 e fevereiro de 2022. Os sinais clínicos dos casos diagnosticados foram obtidos junto aos animais acompanhados, assim como os produtores e o veterinário da Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Mossoró-RN (SEADRU). Após apresentação dos sintomas característicos da raiva e evolução para óbito, foram realizadas necrópsias de animais, coletadas amostras do Sistema Nervoso Central (SNC) e enviadas para confirmação diagnóstica no Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) da Secretaria Estadual de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (SESAP). Os dados coletados foram inseridos no gerenciador de planilhas Microsoft® Office Excel® 2007, e posteriormente realizada análise descritiva dos dados, através de tabelas e gráficos, enfatizando as informações pertinentes aos valores absolutos e relativos. Um total de 14 animais foram confirmados positivos para raiva, através de diagnóstico laboratorial e/ou clínico/epidemiológico, sendo 11 bovinos e 3 equinos. Destes, oito casos foram por critério laboratorial e seis clínico/epidemiológico. A idade dos animais variou de um a dez anos, onde a maioria dos casos ocorreu na faixa etária de dois anos. Com relação aos sinais clínicos, observou-se um maior porcentual do movimento de pedalagem (100%), incoordenação motora (81,8%), paralisia dos membros posteriores e perda de apetite (72,7%). O curso da doença teve um intervalo de 3 a 10 dias, sendo a maior ocorrência de óbitos verificada entre três a cinco dias de sintomas. Todos os animais pertenciam a pequenos produtores rurais, alguns não tinham histórico de vacinação para a raiva e havia registro de espoliação por morcegos na região. As pessoas que se expuseram ao risco com os animais acometidos foram encaminhadas para avaliação médica e conduta de profilaxia da raiva. Os resultados mostraram a importância da notificação dos casos suspeitos de raiva e o diagnóstico definitivo, para a realização de medidas de controle e profilaxia nos rebanhos



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