Avaliação da mobilidade urbana da cidade de Barro/CE
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A mobilidade urbana em cidades de pequeno porte, tem se configurado como um desafio crescente diante das limitações estruturais, da expansão urbana pouco planejada e da insuficiência de alternativas de deslocamento. O presente estudo tem como objetivo geral analisar a mobilidade urbana na cidade de Barro - CE, na perspectiva do IMUS e a partir da visão dos moradores da cidade para uma análise comparativa. Foi realizado um uma pesquisa por meio de observações em campo, registros fotográficos, aplicação de questionários e sistematização dos dados segundo o método do IMUS. Para o desenvolvimento do trabalho, inicialmente foi feito uma adaptação dos domínios e indicadores existentes do IMUS para a realidade da cidade de Barros, ou seja, foram levados em consideração vinte e quatro indicadores distribuídos em nove domínios. Posteriormente foi elaborado um questionário para aplicação à população, o questionário foi feito com base nos domínios e indicadores do IMUS. Por fim, foi realizado uma análise comparativa dos resultados obtidos com o IMUS e com as respostas dos moradores da cidade de Barro. Os resultados revelam que a cidade apresenta uma mobilidade predominantemente insustentável, com pontuação geral de 0,33 no IMUS, um valor que evidência fragilidades estruturais em diversos domínios avaliados. Nenhum dos domínios obtiveram nota máxima, no caso 1, em todos os indicadores. Com exceção do domínio de planejamento integrado, que possui um único indicador. Os domínios de infraestrutura de transportes, sistema de transportes urbanos e aspectos políticos, não atingiram 1 em todos os seus indicadores. Os demais domínios, como acessibilidade, modos não motorizados, tráfego e circulação urbana, aspectos sociais e ambientais obtiveram notas 0 em todos os seus indicadores. Com relação ao questionário aplicado aos moradores, apontam em sua maioria com 99%, a necessidade de infraestrutura para bicicletas e caminhabilidade. Acerca da acessibilidade e percepção sobre a sinalização, entre a escala regular e ruim, correspondem a 100% dos moradores, corroborando com os resultados obtidos com a aplicação do IMUS. Ademais, 92% dos moradores responderam que tem interesse em utilizar transporte público, em uma frequência de as vezes e sempre caso tivesse na cidade. Conclui-se que há necessidade de intervenções estruturais e institucionais que promovam melhorias efetivas na mobilidade urbana local.

