Análise da capacidade de carga de estacas escavadas utilizando sondagem SPT antes e após escavação do subsolo
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Ao executar uma fundação é necessário conhecer previamente as características do subsolo, normalmente através da sondagem de simples reconhecimento, com medição de SPT. O tipo de solo e a resistência a penetração (Nspt) são resultados importantes para a estimativa da capacidade de carga través dos métodos semi-empíricos. Normalmente, a sondagem é executada no início da obra e no nível natural do terreno. Porém, em obras que apresentem escavação acentuada é importante realizar uma nova campanha de sondagem, pois esse processo provoca um alívio de tensões no terreno. Dessa maneira, este trabalho foi realizado com o intuito de observar tais influências, em que se comparou os resultados de sondagens de duas campanhas realizadas em uma mesma obra no bairro de Capim Macio, Município de Natal/RN. A primeira campanha de sondagem foi realizada no nível natural do terreno e a segunda no nível da escavação da fundação. A capacidade de carga foi estimada sem considerar a parcela de ponta pelos métodos de Aoki-Velloso (1975), Décourt-Quaresma (1978) e Teixeira (1996) para estacas com diferentes comprimentos e mesmo diâmetro. De modo geral, foi observado que a segunda campanha de sondagem apresentou valores de resistência a penetração 52% menores, nos primeiros 5 m de profundidade, em comparação aos resultados da primeira campanha de sondagem. Além disso, pode-se concluir que quanto mais curta for à estaca, maior será a influência da redução de resistência do Nspt, no cálculo da capacidade de carga.
