Tecnologia e ansiedade infantil: uma análise dos efeitos do uso excessivo de telas
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Este estudo investigou a relação entre o uso excessivo de telas e o desenvolvimento de sintomas de ansiedade em crianças e adolescentes, com foco nos impactos na saúde mental e no contexto escolar. A pesquisa foi conduzida com 33 estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública no município de Major Sales (RN), utilizando questionário estruturado com questões objetivas e discursivas. Foram analisados dados quantitativos e qualitativos, além de materiais bibliográficos e audiovisuais, incluindo entrevistas e obras de referência. Os resultados apontam que 68% dos alunos, apresenta tempo de uso diário de telas superior ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde e pelo Guia do Governo Federal, sendo as redes sociais a principal atividade relatada. Sintomas como dor de cabeça, dificuldade para dormir, ansiedade e irritabilidade foram mencionadas, com maior incidência entre as meninas. Observou-se também que parte dos estudantes reconhece dependência digital e associa desconexão das telas a sentimentos de tédio, mal-estar e nervosismo. A análise qualitativa revelou estratégias diversas para lidar com a ansiedade, como atividades esportivas, uso da própria tecnologia, expressão artística e isolamento emocional. Contudo, muitos alunos não relacionam diretamente seus sintomas ao tempo excessivo em frente às telas. Conclui-se que, embora o tempo de tela seja um fator relevante para a saúde mental infantojuvenil, outros elementos, como o tipo de conteúdo consumido e o contexto de uso, também influenciam os resultados. Destaca-se a importância de intervenções integradas entre família, escola e profissionais da saúde para promover hábitos digitais equilibrados e prevenir transtornos emocionais.
