Os efeitos de direcionalidade do par linguistico português/Libras sob o olhar dos TILSP: ponto e contrapontos
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Depois de lutas por direitos de inclusão através do reconhecimento das Libras como língua oficial da comunidade surda, vemos um aumento no número de matrículas em instituições de ensino, seja em escolas públicas, seja em escolas privadas, em níveis de ensino básico ou superior. A fim de tornar-se um ambiente acessível baseado no respeito das condições de aprendizagem e de valorização dos discentes surdos, essas instituições passaram a ofertar um ensino de qualidade para esse público e, com isso, houve a demanda pelo profissional Tradutor Intérprete de Libras e Língua Portuguesa (TILSP). Este trabalho tem como objetivo analisar se existe uma predileção na direcionalidade entre as línguas orais e/ou a língua de sinais realizada por TILSP que atuam no ensino superior do curso de Letras Libras da UFERSA. A metodologia empregada nesta pesquisa é a abordagem qualitativa e exploratória. Utilizamos, como subsídios teóricos, autores como Leal (2020), Quadros (2004), Rodrigues (2013). Concluímos que são vários os percalços envolvidos na atuação do TILSP; assim, constatamos que existe, de fato, uma predileção, ao versar do Português para a Libras, pelos TILSP do curso superior de Letras Libras da UFERSA. Esta preferência se dá por motivos de entraves que são encontrados na versão Libras/Português por questões relacionadas à ausência de competências e de habilidades no serviço de interpretação; e às dificuldades com as questões lexicais de tal língua. Nisso, compreendemos que essa predileção pode ser impulsionada pelas lacunas do processo formativo.

