Efeito residual da Jitirana, flor-de-seda e mata-pasto no cultivo da rúcula em sucessão a beterraba
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O efeito residual da adubação anterior em cultivos subsequente é de suma importância, uma vez que a fertilização do solo em uma atividade tão intensa, como a olericultura, aumentaria o custo de produção sempre que fosse implantada uma nova cultura. Este trabalho foi conduzido na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, localizada no distrito de Alagoinha, zona rural de Mossoró-RN, no período de novembro a dezembro de 2011. Objetivou-se avaliar o efeito residual da adubação com espécies espontâneas da caatinga (jitirana; mata-pasto e flor-de-seda) aplicada na cultura da beterraba, sobre o rendimento da rúcula em cultivo subsequente. A beterraba foi plantada em parcelas de 1,2 x 1,2 m e adubado com espécies espontâneas, nas quantidades: 0,6; 1,2; 1,8; 2,4 e 3,0 kg m-2 de canteiro. Após a retirada da beterraba, semearam-se sementes de rúcula nas parcelas referente aos tratamentos acima citados. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com três repetições, no esquema fatorial 5 x 3, sendo cinco quantidades e três tipos de adubos verdes (jitirana; mata-pasto e flor-de-seda). A cultivar de rúcula plantada foi a Cultivada. As características avaliadas foram: altura e número de folhas por planta, massa fresca, número de molho de rúcula e matéria seca. Houve interação dos fatores estudados para massa fresca de rúcula e número de molhos. Para massa fresca de rúcula observou-se média de 762, 684 e 713 g m-2 de canteiro para as espécies jitirana, flor-de-seda e mata-pasto, respectivamente, na quantidade de 3,0 kg m-2 de canteiro de adubos verdes. No número de molhos obteve média de 6,0; 5,0 e 5,0 m-2 de canteiro para jitirana, flor-de-seda e mata-pasto, respectivamente, na quantidade de 3,0 kg m-2 de canteiro de adubos verdes. As espécies jitirana, flor-de-seda e mata-pasto apresentam como potencial para ser utilizado como adubo verde em promover efeito residual.

