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metadata.dc.type: Tese
Title: Indicadores morfofisiológicos de acessos de melão cultivados sob níveis salinos
metadata.dc.creator: Gama, Diego Rangel da Silva
metadata.dc.contributor.advisor1: Dombroski, Jeferson Luiz Dallabona
metadata.dc.contributor.advisor-co1: Nunes, Glauber Henrique de Souza
metadata.dc.contributor.referee1: Dantas, Débora Jesus
metadata.dc.contributor.referee2: Albuquerque, Cynthia Cavalcanti de
metadata.dc.contributor.referee3: Dantas, Django Jesus
metadata.dc.contributor.referee4: Silva, José Robson da
metadata.dc.description.resumo: O meloeiro é uma cultura econômica importante que tem o crescimento inibido em condições salinas, causando alterações estruturais, morfológicas e fisológicas e prejudicando a produtividade. Encontrar características em plantas que sejam tolerantes a salinidade é fundamental para que os melhoristas possam selecionar materiais genéticos promissores. A salinidade é um problema que afeta o crescimento de plantas em todos os estádios de crescimento e de forma diferenciada, sendo a maioria das cultivares mais sensíveis durante a emergência de plântulas. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi correlacionar indicadores de tolerância à salinidade durante a emergência de plântulas de meloeiro e identificar indicadores morfológicos e fisiológicos em plantas de melão submetidos a diferentes concentrações salinas. Foram realizados dois experimentos sendo um realizado em laboratório e outro em casa de vegetação, na Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA, em Mosssoró-RN, Brasil. O experimento em laboratório foi conduzido em B.O.D. (Biochemical Oxigen Demand) do LAEV - Laboratório de Ecofisiologia Vegetal do CPVSA (Centro de Pesquisa Vegetal do Semiárido), no período de março à maio de 2016. O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado (DIC), com cinco repetições de 10 sementes, em esquema fatorial 10 x 5 constituído pela combinação de dez acessos de melão (A07, A33, A32, A36, A08, A13, 2I4, 27I, 30II, 39II), e cinco níveis de salinidade (0,0; 3,0; 6,0; 9,0; 12,0 dS m-1). Foram realizadas as seguintes avaliações: porcentagem de emergência (E%), índice de velocidade de emergência (IVE), tempo médio de emergência (TME), altura da plântula (AP), diâmetro do colo (DC), comprimento da raiz (CR), matéria seca do caule (MSCA), matéria seca dos cotilédones (MSCO), matéria seca das raízes (MSR). O experimento em casa de vegetação foi conduzido em ambiente protegido com 30% de sombreamento, no período de agosto à outubro de 2016. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com sete repetições. Os tratamentos foram arranjados em esquema fatorial 4 x 5, com o primeiro fator constituído dos acessos de melão (A07; A33; 2I4 e 39II), e o segundo, das concentrações salinas (0,5; 2,0; 4,0; 6,0 e 8,0 dS m-1). Foram feitas observações do experimento aos 90 DAS para identificar indicadores morfológicos nas plantas dos diferentes tratamentos, avaliando diversas características da planta como: comprimento do caule, diâmetro do caule, número e comprimento dos entrenós, número de folhas, área foliar, comprimento e largura da folha, número total de flores, número de flores masculinas e hermafroditas, comprimento e volume da raiz, e matéria seca do caule, raiz, folha e total. Foi avaliado o efeito dos níveis salinos nas plantas em três fases fenológicas da cultura, fase vegetativa (35 DAS), fase de florescimento (55 DAS) e fase de frutificação e senescência (75 DAS); monitorando a taxa fotossintética (A; μmol CO2 m-2 s-1), condutância estomática (gs; mol H2O m-2 s-1), transpiração das plantas (E; mmol H2O m-2 s-1) e concentração interna de CO2 (Ci; μmol CO2 m-2 s-1), com o auxílio de um medidor de fotossíntese LI-6400 (LI-COR Biosciences) sendo as leituras realizadas entre as 08h00min e 10h00min da manhã. E também foram determinadas as características anatômicas dos estômatos, avaliadas em folhas dos acessos (A07, A33, 2I4, 39II), em que foi coletada uma folha por planta com quatro repetições em cada tratamento salino. A contagem dos estômatos por área foi feita na face adaxial e abaxial das folhas. Para medições de diâmetro longitudinal e transversal, tomaram-se de cada amostra dois estômatos da face adaxial e abaxial. Os resultados do experimento em laboratório mostraram que a salinidade afetou negativamente os caracteres E%, IVE, TME, AP, CR, MSCA, MSR, exceto DC e MSCO. Não houve um padrão dos coeficientes de correlação genotípica entre os níveis salinos. O maior número de correlações genotípicas foi encontrado no nível salino com 12 dS m-1. As correlações que melhor indicam à tolerância dos acessos de meloeiro a salinidade foram E% e IVE, E% e MSR, E% e MSCO, IVE e MSR, IVE e MSCO, TME e MSCO, AP e CR, AP e MSR, DC e MSCA, MSR e MSCO. Os caracteres que melhor indicam à tolerância a salinidade são: E%, IVE, MSCO, MSR. Os resultados do experimento em casa de vegetação apresentaram que a salinidade afetou negativamente todas as variáveis de crescimento dos acessos de melão. As variáveis comprimento do caule, comprimento do entrenó, número de folhas, área foliar, volume da raiz, matéria seca do caule, folha, raiz e total mostraram ser bons indicadores de tolerância à salinidade. O acesso 2I4 mostrou-se o mais tolerante a salinidade em todas as variáveis, exceto no comprimento do caule, comprimento x largura da folha, número total de flores e número de flores masculinas. As avaliações fisiológicas mostraram que a salinidade afetou negativamente a condutância estomática, transpiração e taxa fotossintética líquida apenas aos 35 DAS, não influenciando na concentração interna de CO2 na folha. A fase vegetativa aos 35 DAS, apresentou ser a fase mais sensível à salinidade. Quanto às avaliações estomáticas observou-se que o número de estômato da face adaxial e abaxial da folha reduziu com o aumento da salinidade, e os diâmetros longitudinal e transversal dos estômatos aumentaram com a salinidade
Abstract: Melon is an important economic crop that has inhibited growth in saline conditions, causing structural, morphological and physiological changes and damaging productivity. Finding characteristics in plants that are tolerant to salinity is fundamental so that breeders can select promising genetic materials. Salinity is a problem that affects the growth of plants at all stages of growth and in a differentiated way, with the majority of cultivars being more sensitive during the emergence of seedlings. Thus, the objective of this work was to correlate salinity tolerance indicators during emergence of melon seedlings and to identify morphological and physiological indicators in melon plants submitted to different saline concentrations. Two experiments were carried out, one in the laboratory and the other in a greenhouse, of Federal University Rural Semi-Arid - UFERSA, Mossoró-RN, Brazil. The laboratory experiment was conducted in B.O.D. (Biochemical Oxigen Demand) from the Laboratory of Plant Ecophysiology of the CPVSA (Plant Research Center of the Semi-Arid), from March to May 2016. The design was completely randomized (DIC) (A07, A33, A32, A36, A08, A13, 2I4, 27I, 30II, 39II), and five levels of salinity (five replicates of 10 seeds), in a 10 x 5 factorial scheme. 0.0, 3.0, 6.0, 9.0, 12.0 dS m-1). The following evaluations were performed: emergency percentage (E%), emergency speed index (IVE), mean time of emergence (TME), seedling height (AP), neck diameter (DC), root length), dry matter of the stem (MSCA), dry matter of cotyledons (MSCO), dry matter of the roots (MSR). The greenhouse experiment was conducted in a protected environment with 30% shading, from August to October 2016. The experimental design was blocks with seven replicates. The treatments were arranged in a 4 x 5 factorial scheme, with the first factor consisting of the melon accessions (A07, A33, 2I4 and 39II), and the second one of the saline concentrations (0.5, 2.0, 4.0, 6.0 and 8.0 dS m-1). The experiment was carried out at 90 DAS to identify morphological indicators in the plants of the different treatments, evaluating several plant characteristics such as: stem length, stem diameter, number and length of internodes, leaf number, leaf area, leaf length and width leaf, total number of flowers, number of male and hermaphrodite flowers, root length and volume, dry matter of stem, root, leaf and total. The effect of saline levels on plants in three phenological phases of the crop, vegetative phase (35 DAS), flowering stage (55 DAS) and fruiting and senescence phase (75 DAS) were evaluated; (A; μmol CO2 m-2 s-1), plant transpiration (E; mmol H2O m-2 s-1), and internal concentration CO2 (Ci; μmol CO2 m-2 s-1), stomatal conductance of (gs; mol H2O m-2 s-1), with the aid of a LI-64 Biosciences photosynthesis meter (LI-COR Biosciences) being read between 08:00 and 10:00 AM. The anatomical characteristics of the stomata, evaluated in leaves of the accessions (A07, A33, 2I4, 39II), were also determined, in which one leaf per plant was collected with four replicates in each saline treatment. The count of the stomata by area was done on the adaxial and abaxial side of the leaves. For measurements of longitudinal and transverse diameter, two stomata of the adaxial and abaxial surfaces were taken from each sample. The results of the laboratory experiment showed that the salinity negatively affected the E%, IVE, TME, AP, CR, MSCA, MSR, except DC and MSCO characters. There was no pattern of genotype correlation coefficients between saline levels. The highest number of genotype correlations was found at the saline level with 12 dS m-1. The correlations that best indicate the tolerance of melon accessions to salinity were E% and IVE, E% and MSR, E% and MSCO, IVE and MSR, IVE and MSCO, TME and MSCO, AP and CR, AP and MSR, DC and MSCA, MSR and MSCO. The characters that best indicate the salinity tolerance are: E%, IVE, MSCO, MSR. The results of the greenhouse experiment showed that the salinity negatively affected all the growth variables of the melon accessions. The variables stem length, training length, number of leaves, leaf area, root volume, stem dry matter, leaf, root and total variables were good indicators of salinity tolerance. Access 2I4 was the most tolerant to salinity in all variables except stem length, leaf length x width, total number of flowers and number of male flowers. Physiological evaluations showed that salinity negatively affected stomatal conductance, transpiration and net photosynthetic rate only at 35 DAS, without influencing the internal CO2 concentration in the leaf. The vegetative phase at 35 DAS was the most sensitive phase to salinity. As for the stomatal evaluations, the stoma number of the adaxial and abaxial side of the leaf was reduced with increasing salinity, and the longitudinal and transverse diameters of the stomata increased with salinity
Keywords: Meloeiro
Estresse salino
Características morfológicas
Características fisiológicas
Melon
Saline stress
Morphological characteristics
Physiological characteristics
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Publisher: Universidade Federal Rural do Semi-Árido
metadata.dc.publisher.initials: UFERSA
metadata.dc.publisher.department: Centro de Ciências Agrárias - CCA
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia
Citation: Citação com autor incluído no texto: Gama (2018) Citação com autor não incluído no texto: (GAMA, 2018)
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
URI: http://repositorio.ufersa.edu.br/handle/prefix/4490
Issue Date: 2-Feb-2018
Appears in Collections:DOUTORADO EM FITOTECNIA

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