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metadata.dc.type: Trabalho de Conclusão de Curso
Title: Mudanças espaço-temporais no uso e cobertura do solo no parque nacional da Furna Feia/RN
metadata.dc.creator: Leite, Paulo Henrique da Silva
metadata.dc.contributor.advisor1: Ferreiro, Eveline De Almeida
metadata.dc.contributor.advisor-co1: Almeida, Nadjacleia Vilar
metadata.dc.contributor.referee1: Almeida, Nadjacleia Vilar
metadata.dc.contributor.referee2: Silva, Paulo Cesar Moura da
metadata.dc.contributor.referee3: Brasil, Suiane Benevides Marinho
metadata.dc.description.resumo: A Caatinga brasileira é uma das regiões semiáridas mais povoadas do mundo, em sua maioria a população é carente e explora de forma não sustentável o meio em que vivem. Nesse contexto, as unidades de conservação se tornaram uma ferramenta importante para conservação de parcelas significativas de biodiversidade e de paisagens, contribuindo com bem-estar humano e proteção ambiental. Assim, o presente estudo teve como principal objetivo avaliar e quantificar as mudanças espaciais e temporais do uso e cobertura do solo da área que hoje compreende o Parque Nacional da Furna Feia e áreas adjacentes ao longo dos últimos 29 anos. Para esse trabalho foram selecionadas quatro imagens multiespectrais de satélite de 1989, 1999, 2008 (Landsat 5) e 2018 (Landsat 8). Com o auxílio do software gratuito QGIS 2.18.26, por meio do plug-in SCP foi feito a correção atmosférica, composição colorida, classificação supervisionada das imagens e o cálculo da acurácia de cada classificação. Com o algoritmo r.report e o complemento LecoS foi cálculo a área de cobertura e a proporção de cada classe respectivamente. Foram realizadas duas incursões na área de estudo para captura de coordenadas e registro fotográfico das unidades da paisagem para validação dos dados. Com a composição falsa-cor foi possível distinguir cinco unidades da paisagem, sendo elas: vegetação tipo I, vegetação tipo II, vegetação tipo III, solo sem cobertura e corpos hídricos. No Parque Nacional, observou-se um aumento da área de cobertura da vegetação tipo I (19,9%), acompanhado de reduções na vegetação tipo III (11,7%), vegetação tipo II (6,4%) e solo sem cobertura (1,8%). Na zona de amortecimento, observou-se aumento das áreas de vegetação tipo I (7,5%) e vegetação tipo II (5,5%), e diminuição das áreas de vegetação tipo III (11,7%) e de solo sem cobertura (1,2%). Em ambas as zonas, a contribuição em área dos corpos hídricos foi muito baixa (menor que 0,5%). As mudanças negativas mais significativas ocorreram entre 1989 a 1999, com aumento da área de solo sem cobertura. Entre 1999 a 2008 todas as unidades da paisagem apresentaram variações nos valores de área em ambas as zonas. As mudanças positivas mais significativas ocorreram entre 2008 a 2018, com o aumento da área de vegetação tipo I e diminuição da área de solo sem cobertura. A maior parte das mudanças positivas se deram no período entre 2008 e 2018 sendo mais acentuadas dentro da área do Parque Nacional, intervalo de tempo esse que inclui a criação do Parque Nacional. Esses resultados demonstram a importância das Unidades de Conservação, uma vez que se observou resultados positivos, como o aumento da vegetação tipo I, que pode ser interpretado como regeneração da Caatinga e redução da vegetação tipo III e solo sem cobertura, principalmente na unidade de conservação. A maioria das mudanças negativas do ponto de vista ambiental ocorreram entre os anos de 1989 e 1999, período caracterizado pela fruticultura irrigada em grande escala, apresentando as maiores áreas de solo sem cobertura e vegetação tipo II. Tendo isso em vista é possível inferir que o principal agente modificador da paisagem foi a ação antrópica associada a evolução técnico-científica da fruticultura e a criação da Unidade de Conservação se mostrou uma parte fundamental para a regeneração da vegetação
Abstract: The Caatinga is one of the semi-populated and populated regions of the world, mostly a poor and explicit population in a non-sustainable way in the environment in which they live. In this context, as conservation units of an important tool for the conservation of biodiversity and landscape plots, we contribute to human well-being and environmental protection. Thus, the present study aimed to assess and quantify the spatial and temporal changes in land use and land cover in the area that today comprises the Furna National Park and adjacent areas over the past 29 years. (2000), 1999, 2008 (Landsat 5) and 2018 (Landsat 8). With the aid of free software, QGIS 2.18.26, through the SCP plug-in, was created through the application of colored lights, the classification of luminosity and the calculation of the accuracy of each classification. With the r.report algorithm and the LecoS complement, a coverage area and an introduction for each class were calculated respectively. Two incursions were made in the study area to capture coordinates and photographic record of the landscape units for data validation. With a false-dye composition it was possible to distinguish five units of the landscape, which are: a type of new type, a new type of vegetation, a type III, a soil without cover and water bodies. In the National Park, with emphasis on the type I nature coverage area (19.9%), recent urbanization area III (11.7%), scenario type II (6.4%) and ground without coverage (1 , 8%). In the buffer zone, news-growth of areas of type I (7.5%) and new type II (5.5%) areas, and rise in areas of type III vegetation (11.7%) and of soil without cover (1.2%). In both zones, the contribution of water bodies was very low (less than 0.5%). The most recent negative changes occurred between 1989 and 1999, with an increase in the area of soil without cover. Between 1999 and 2008, all units in the zone are changed in the domains of both zones. Oriented blades more rapidly occurred between 2008 and 2018, with an increase in the growth area and the area of soil without cover. Most of the positive changes took place between 2008 and 2018, being more accentuated within the National Park area, a time interval that includes a creation of the National Park. Results demonstrated a significant importance of the Conservation Units, since they are positive, such as the increase of the type I nature, which can be interpreted as regeneration of the Caatinga and the reduction of the type III nature and without coverage, especially in the conservation unit. Most of the negative changes from the environmental point of view began between 1989 and 1999, a period characterized by large-scale irrigated fruit growing, presenting itself as the largest areas of land without cover and type II vegetation. In view of this, it is possible to infer that the main modifying agent of the landscape was an anthropic action associated with the scientific production of fruit and the creation of a conservation unit of a fundamental part for the regeneration of vegetation.
Keywords: Uso e ocupação de unidade de conservação
Cobertura do solo
Zona de amortecimento
Sensoriamento remoto
Paisagem
Conservation unit use and occupation
Ground cover
Damping zone
Remote sensing
Landscape
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIA
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Publisher: Universidade Federal Rural do Semi-Árido
metadata.dc.publisher.initials: UFERSA
metadata.dc.publisher.department: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS
Citation: Citação com autor incluído no texto: Leite (2019) Citação com autor não incluído no texto: (LEITE, 2019)
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
URI: http://repositorio.ufersa.edu.br/handle/prefix/5778
Issue Date: 1-Aug-2019
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