Compatibilidade entre produtos biológicos utilizados no controle de doenças radiculares no meloeiro
Date
Authors
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
Abstract
O presente trabalho teve como objetivo avaliar a compatibilidade entre produtos biológicos, amplamente utilizados em campos de melão. Foram realizados 2 experimentos independentes, um com Trichoderma asperellum (experimento 1), e outro com Bacillus spp., Lactobacillus plantarum e Enterococcus faecium (experimento 2). Foi utilizado o delineamento experimental inteiramente casualizado, com 6 tratamentos no experimento 1, e 10 tratamentos no experimento 2, com 5 repetições em ambos os experimentos. No experimento 1, os tratamentos foram T1-T. asperellum URM 5911, T2-T. asperellum URM 5911 + B. subtilis, Lactobacillus plantarum e Enterococcus faecium, T3- T. asperellum URM 5911 + B. subtilis e B. licheniformis, T4- T. asperellum URM 5911 + B. pumilus CCTB05, B. subtilis CCTB04 e B. amyloliquefaciens CCTB09, T5- T. asperellum URM 5911 + B. subtilis QST 713, T6- T. asperellum URM 5911 + Bacillus subtillis UFPEDA 764. No experimento 2, os tratamentos foram T1-B. subtilis, Lactobacillus plantarum e Enterococcus faecium, T2- B. subtilis e B. licheniformis, T3-B. pumilus CCTB05, B. subtilis CCTB04 e B. amyloliquefaciens CCTB09, T4- B. subtilis QST 713, T5- Bacillus subtillis UFPEDA 764, T6- B. subtilis, Lactobacillus plantarum e Enterococcus faecium + T. asperellum URM 5911, T7- B. subtilis e B. licheniformis + T. asperellum URM 5911, T8- B. pumilus CCTB05, B. subtilis CCTB04 e B. amyloliquefaciens CCTB09 + T. asperellum URM 5911, T9- B. subtilis QST 713 + T. asperellum URM 5911, T10- B. subtillis UFPEDA 764 + T. asperellum URM 5911. No trabalho, foram utilizadas as dosagens de bula de cada produto, e as caldas foram ajustadas para 100 mL. Os produtos foram misturados e permaneceram em contato por 6 horas, simulando as condições de campo, conforme relatado pelos produtores. Em seguida, foi realizado diluições seriadas e posteriormente as placas foram incubadas para o desenvolvimento dos microrganismos. A avaliação e a contagem das unidades formadoras de colônias (UFCs) dos microrganismos aconteceram após 5 dias de incubação no experimento1, e no experimento 2, após 24 horas. A análise de variância (ANOVA, p > 0,05), no experimento 1, mostrou que os tratamentos T3, T5 e T6 apresentaram quantidades de UFCs de Trichoderma inferiores ao controle T1, demonstrando uma porcentagem de inibição de 40, 21 e 45 %, respectivamente. Já no tratamento T2, foi observado um estímulo significativo no crescimento do fungo. Este tratamento resultou em aumento de 18,18% no número de colônias do Trichoderma, indicando compatibilidade, e sinergismo entre os produtos. O tratamento T4 não apresentou diferença estatística do controle. No exp. 2, os tratamentos T6, T7, e T8 apresentaram quantidades de colônias de bactérias inferiores quando comparados com seus respectivos controles. Já os tratamentos T9 e T10 não apresentaram diferença estatística em relação aos controles. Sendo assim, não se recomenda realizar a mistura entre os produtos que reduziram as unidades formadoras de colônias dos produtos.

