Como guerreiro és um ótimo amante: a (des)construção da figura do (anti)guerreiro na personagem Alexandra Páris, no Canto III da Ilíada, de Homero
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A Ilíada e a Odisseia narram os grandes feitos de deuses, heróis e chefes, que são orientados por um código de conduta guerreira. No entanto, há personagens nos textos homéricos que denotam uma fuga ao código delineado pelos textos homéricos. Dito isso, o presente trabalho visa mostrar como o texto homérico constrói os ideais de guerreiro e antiguerreiro. Desse modo, usamse os principais personagens das obras – Aquiles, Odisseu, Agamémnone, Ajaz, Heitor, Menelau, entre outros –, visando construir o ideal de guerreiro; e a desconstrução do ideal proposto por meio da figura de Alexandre Páris, no Canto III, da Ilíada de Homero. Como aporte teórico, empregamse as ideias dos estudiosos da Antiguidade Clássica: Aristóteles (384 a. C. – 322 a. C.), Platão (428 a. C – 347 a. C), Horácio (65 a. C. – 8 a. C.), Quintiliano (35 – 95 d.C.), entre outros, que fornecem os subsídios para uma discussão sobre os gêneros retóricos e poéticos; Costa Júnior (2012), Jaeger (2013) e Vernant (2002), que aprestam conceitos para a construção do ideal de guerreiro; e Fontes (2001) e Souza (2019), que municiam a pesquisa com ideias para a desconstrução do ideal guerreiro. De acordo com o Canto III, da Ilíada, o escopo deste estudo, percebese uma antítese no comportamento da personagem Alexandre Páris como guerreiro, pois o fautor da guerra de Troia mostra que, como guerreiro, é um ótimo amante.

