A moeda solidária no Rio Grande do Norte: uma análise nas cidades de Pureza e São Miguel do Gostoso
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A economia solidária é um modo de produção baseado na coletividade, visando o interesse comunitário. Dentro dela temos as finanças solidárias, que trazem alternativas ao modelo de finanças tradicionais, que promovem a exclusão da parcela mais necessitada da população. A presente pesquisa teve como objetivo identificar os desafios encontrados pelos mecanismos de finanças solidárias que impediram sua longevidade nas cidades potiguares de Pureza e São Miguel do Gostoso, objetivando apontar formas de superá-los. A metodologia utilizada foi um estudo de caso múltiplo nos municípios de São Miguel do Gostoso e Pureza, sendo realizadas duas entrevistas com responsáveis diretos pela fundação de tais Bancos. Os principais resultados encontrados foram que os bancos apresentam desafios para manutenção do pessoal envolvido nas atividades diárias, como também de sua sede, resistência por parte da população, dificuldade na captação de recursos após o governo cessar seus repasses, extravio da moeda e a falta de comunicação com a Rede Brasileira de Bancos Comunitários. Por fim, conclui-se que as moedas sociais assumem importante papel de incentivo ao comércio local e seus Bancos realizam um processo de democratização ao acesso a crédito, porém para a manutenção das atividades a longo prazo necessita-se da implantação de políticas públicas e colaboração de instituições privadas.
