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Variação morfométrica e assimetria flutuante em abelhas africanizadas em período seco e chuvoso em região Semi-Árida

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As abelhas Apis mellifera desempenham um papel fundamental na polinização de diversas culturas agrícolas e espécies nativas, sendo consideradas organismos-chave para a manutenção da biodiversidade e para a segurança alimentar. Essas abelhas se destacam pela ampla adaptação a diferentes condições ambientais, incluindo regiões de clima adverso, como o semiárido. Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do ambiente na morfometria das asas de abelhas africanizadas no semiárido brasileiro, comparando espécimes coletadas nos períodos seco e chuvoso. Foram selecionadas 10 colônias, e em cada foram coletadas 10 operárias em 3 períodos diferentes (março, julho e dezembro). Asas anteriores direita e esquerda foram fixadas em lâminas e fotografadas. A partir das imagens, foi criado arquivo TPS e marcados 19 landmarks. A Análise das Variáveis Canônicas (AVC) demonstrou que a variação total na forma da asa das abelhas pode ser inteiramente explicada pelos dois primeiros eixos, sendo a primeira variável canônica responsável por 70% da variação, e a segunda, por 30%. Há uma maior variação entre os indivíduos coletados em dezembro, daqueles coletados em março e julho, não obstante, existe diferença significativa entre os indivíduos coletados nos meses de março e julho. A validação cruzada mostrou que a diferenciação entre coleta 1 e coleta 2 é de 59%, enquanto que, a diferenciação entre coleta 1 e coleta 3 é de 74,7% e, a diferenciação entre coleta 2 e coleta 3 é de 72,4%. Foi observado AF entre os indivíduos analisados dentro do mesmo período (coletas) e em todos os períodos, tanto para forma quanto para tamanho do centroide. Entretanto, não foi observado diferença significativa entre o nível de AF e as populações, indicando o mesmo nível de estresse entre períodos. A PLS mostrou que a umidade relativa do ar foi o fator ambiental responsável por 94.9% (P<0.01) da interferência na forma das asas, tendo efeito mais significativo nas abelhas da coleta 1. Com o presente estudo foi possível concluir que a população de abelhas estudada durante os diferentes períodos, mudaram a forma e tamanho da asa por influência das condições ambientais. Foi visto também, que, ocorreu estresse em todos os períodos.



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