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Extrato pirolenhoso na biomassa e nutrição de mudas de pitangueiras sob estresse salino

Abstract

A pitangueira (Eugenia uniflora L.), é uma espécie frutífera nativa do Brasil, que possui grande potencial nutricional e medicinal. No entanto, o estresse salino pode limitar a absorção de nutrientes, e consequentemente o desenvolvimento das plantas. O extrato pirolenhoso tem se mostrado eficaz na mitigação desses efeitos, favorecendo o crescimento vegetal. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do extrato pirolenhoso na biomassa e nutrição de mudas de pitangueira sob estresse salino. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, adotando-se o delineamento em blocos casualizados em esquema fatorial 4 × 3, correspondendo quatro níveis de salinidade da água de irrigação (0,5, 2,5, 4,5 e 6,5 dS m⁻¹) e três concentrações de extrato pirolenhoso (0, 1% e 2%), aplicados via água de irrigação, com quatro repetições. Foram avaliados a matéria fresca total, matéria fresca da raiz, e os teores de sódio, potássio, cálcio e magnésio nas folhas. Os níveis elevados de salinidade 4,5 e 6,5 dS m⁻¹ reduziram os teores foliares de potássio, independentemente da aplicação do extrato pirolenhoso (EP). O teor de magnésio diminuiu com a condutividade elétrica (CE) acima de 2,5 dS m⁻¹. O uso de 2% de extrato pirolenhoso com a CE de 2,5 dS m⁻¹ promoveram aumento significativo de magnésio. O teor de sódio foliar aumentou com o aumento da salinidade de 2,5 a 6,5 dS m⁻¹, enquanto o teor de cálcio diminuiu. Conclui-se que a CE acima de 2,5 dS m⁻¹ causou redução nos teores foliares de potássio, cálcio, magnésio, bem como na matéria fresca da raiz e matéria fresca total, e aumentou o teor foliar de sódio, independentemente da concentração do extrato utilizado. Com isso, o uso de água salina de até 2,5 dS m⁻¹, aliado à aplicação de EP a 2%, mostrou-se eficaz na mitigação do estrese salino, se apresentando como uma alternativa promissora para atenuar os efeitos negativos da salinidade no cultivo de pitangueiras.



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