Compatibilidade, qualidade de frutos e fisiologia de plantas de melão enxertado em porta-enxertos resistentes a Meloidogyne incognita
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Nematoides destacam-se como importantes patógenos da cultura do meloeiro, causando perdas por sua ampla distribuição e capacidade polífaga. Existem várias técnicas que podem ser utilizadas para o manejo desses patógenos, dentre as quais, a enxertia surge como alternativa promissora para mitigar seus efeitos no meloeiro, por permitir o uso de porta-enxertos resistentes mesmo com enxertos suscetíveis. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar a compatibilidade de diferentes combinações de enxertia e seus efeitos na fisiologia da planta e na qualidade dos frutos de meloeiro, utilizando porta-enxertos resistentes a Meloidogyne incognita. O experimento foi conduzido em casa de vegetação na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), no ano de 2024. Foram utilizados como porta-enxertos os acessos AC-09 e AC-51, considerados resistentes, e como enxertos os híbridos suscetíveis Gladial e MRL-09, totalizando oito combinações. Adotou-se o delineamento em blocos casualizados, com cinco repetições e quatro plantas por parcela. Avaliaram-se variáveis biométricas, morfológicas, fisiológicas e qualitativas dos frutos. A análise estatística foi realizada por meio do teste t de Student (5% de significância), com uso do software R. Os resultados indicaram boa compatibilidade entre as combinações testadas, com destaque para a alta taxa de pegamento (83,33%) e variações significativas em parâmetros de qualidade de frutos, como espessura da polpa, formato e diâmetro longitudinal. A cultivar Gladial produziu frutos mais alongados (1,19), enquanto MRL-09 apresentou maior espessura de polpa e maior teor de sólidos solúveis. Esses achados contribuem para a seleção de porta-enxertos resistentes a M. incognita, otimizando práticas de manejo e melhorando a qualidade dos frutos conforme as exigências do mercado.

