Análise espaço-temporal da abrangência de espécies nativas da caatinga em corredor natural: um estudo comparativo
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O conhecimento acerca da abrangência de espécies nativas da Caatinga, bem como da influência das ações antrópicas e naturais sobre estas, apresenta ser indispensável no tocante da tomada de decisões associadas à biodiversidade do bioma em questão, com finalidade de promover o desenvolvimento sustentável da região e sua preservação. Diante disso, a pesquisa almejou a execução de uma avaliação espacial e temporal de espécies nativas do bioma Caatinga ao longo de um corredor natural da Serra Barriguda, localizada no município de Alexandria/RN, como forma de análise da influência das atividades antrópicas sobre a mesma, uma vez que foram considerados dois períodos distintos: pandêmico e pós-pandêmico (2021 e 2023). Os dados foram coletados mediante o uso de geotecnologias e programas computacionais, ainda no campo da geotecnologia, serviram para manipulação e verificação da catalogação e mensuração da abrangência de espécies nativas no corredor natural e, proposição de medidas de preservação ambiental. Visitações in loco foram feitas usando o GPSMAP 78s GARMIN e o aplicativo GeoCam free, alcançando os pontos de localização das espécies nativas pelo corredor traçado. Dentre os 29 pontos, como na pesquisa base de 2021, 11 espécies nativas foram identificadas (angico, catingueira, cumarú, juazeiro, jucá, jurema, mandacaru, mufumbo, pau branco, umburana e xique-xique). No QGIS 3.22.0, levando em conta a Estimativa de Kernel, construiu-se o mapa de calor para o ano de 2023, possibilitando a comparação desejada. Apesar das espécies encontradas serem as mesmas paras os dois anos analisados, percebeu-se uma modificação de localização da abrangência destas no corredor para o ano de 2021 e 2023: início com menor quantitativo no período mais atual; a fração entre os dois extremos dividida em porções com maior ausência de espécies e outras com incidência de espécies mais resistentes, como o mandacaru e o xique-xique; final com maior abrangência que o início, diferentemente de 2021. Julgou-se como indispensável a adoção de medidas, associadas à preservação do ecossistema em questão, por parte do poder público, voltando-se também para o poder participativo da sociedade, a qual deve estar inclusa nas decisões tomadas para conservar e alavancar o potencial ambiental, econômico e social do município.
