Impactos da temperatura da superfície do mar e do índice de iluminação da lua na distribuição e abundância da Albacora Bandolim, Thunnus Obesus (Lowe 1839) em águas do Atlântico Ocidental Equatorial
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A pesca de atum se encontra entre as principais fontes de crescimento econômico e no Atlântico Equatorial, a captura de espécies, como albacora bandolim tem sido impulsionada pela crescente demanda global por produtos pesqueiros de alto valor agregado. Esta pesquisa teve como objetivo analisar os impactos da temperatura da superfície do mar (TSM) e o índice de iluminação da lua (IL) sobre a distribuição e abundância relativa da albacora bandolim (Thunnus obesus). Especificamente, analisar a influência desses fatores ambientais (temperatura da superfície do mar e índice de iluminação da lua) sobre sua distribuição e abundância; identificar áreas de maior abundância e padronizar as CPUEs, com aplicação para a referida espécie. A análise dos impactos relacionados com (TSM) e com índice de iluminação da lua, sobre a distribuição e abundância relativa da albacora bandolim foi baseada em dados de captura e esforço de pesca, da frota espinheleira brasileira entre 10ºN - 10ºS e 25º- 40ºW, na Porção Ocidental do Oceano Atlântico. Os dados de lançamentos, área de pesca, esforço e captura foram obtidos dos mapas de bordo das embarcações sediadas no Brasil, com capturas destinadas aos atuns. Como índice de abundância relativa foi utilizada a CPUE, em número de indivíduos, por 1000 anzóis. As variáveis oceanográficas foram coletadas por sensores de satélite, utilizando séries temporais. Foram utilizadas quatro variáveis. As variáveis relacionadas ao esforço de pesca, referentes ao número de anzóis utilizados por lançamento, bem como aquelas relacionadas com o espaço e o tempo, como latitude – LAT, longitude – LON, ano e mês foram obtidas dos Diários de Bordo das Embarcações, em quadrados de 1ºx1º, por dia, mês, trimestre e ano. A (TSM), foi obtida através do “Physical Oceanography Distributed Active Archive Center” do “Jet Propulsion Laboratory”/NASA, “Geophysical Fluid Dynamics Lab/ocean data from the IRI/ARCS/Ocean assimilation” e “Centre ERS d’Archivage et de Traitement (CERSAT)” do (IFREMER). O índice de iluminação da lua – ILL, foi obtido do pacote R LUNAR. Para analisar a relação entre fatores ambientais e operacionais sobre as capturas (CPUE), foram utilizados Modelos Aditivos Generalizados (GAMMs) e foram desenvolvidos quatromodelos.Dentre eles, o menor valor da RMSE (6,51) foi observado no modelo com estruturação espaço-tempo. Em relação ao efeito da (TSM) sobre a CPUE da albacora bandolim, os resultados mostraram que a espécie tende a ser capturada, mais frequentemente entre 26 e 27 ºC, decrescendo o número de indivíduos, a partir de 27ºC e retornando aos índices anteriores de captura, a partir de 28,5ºC. Com referência ao efeito do índice de iluminação lunar (IL) sobre a CPUE, os resultados demonstraram que as maiores CPUEs ocorreram, na fase de lua nova e na fase crescente da lua, entre 0.5 a 0.8, decrescendo-se os valores de CPUEs à medida que a lua cheia se aproximou (1,0). Em se tratando da distribuição, os resultados indicaram que as áreas de maior abundância da espécie encontravam-se, na região do Oeste Equatorial do Oceano Atântico, duranteos 12 meses do ano, sendo a maioria das áreas localizada entre 5°S-10ºN/25ºW-40ºW, entre os mesesde Janeiro (01) a Maio (05). As áreas de abundância, decresceram de forma contínua entre 5ºS- 10ºN/25ºW-35ºW a partir do mês de Junho (06) a Dezembro (12). Tais áreas, se concentraram entre 0º-10N/35ºW-45ºW, durante esses meses. Pode-se concluir que a temperatura da superfície do mar e o índice de iluminação da lua, exercem papel fundamental na distribuição e abundância da albacora bandolim, no Atlântico Equatorial Ocidental; As áreas com temperaturas mais adequadas (entre 26 e 27 ºC), concentram maior quantidade de indivíduos, aumentando a sua abundância local; A iluminação da lua influencia o comportamento noturno desses peixes, com as maiores CPUEs ocorrendo, durante a fase de lua nova e na fase crescente da lua; As áreas de maior concentração de albacora bandolim correspondem à região Oeste Equatorial do Oceano Atântico, durante os 12 meses do ano, sendo a maioria delas localizada entre 5°S-10ºN/25ºW-40ºW, nos meses de Janeiro a Maio (05), onde a espécie é mais frequentemente encontrada.

