Qualidade acústica aplicada a um home studio e sua relação com materiais de baixo custo
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O avanço da tecnologia proporciona a acessibilidade a várias comodidades ao redor do mundo, bem como a independência a muitas das funções laborais, reduzindo a necessidade de sair de casa para trabalhar (home office). Os estúdios de música acompanham esta tendência ao passo em que, cada vez mais, pode-se enxergar home studios nos mais diversos cantos do Brasil e do planeta. Esta alternativa surge como uma possibilidade de reduzir custos para se possuir um estúdio, já que este pode coexistir com a casa e os ambientes residenciais, além de que, para várias atividades de gravação, não se necessitar de um espaço amplo, podendo-se gravar instrumentos de forma individual, com o auxílio de poucas ferramentas. Para isto, o ambiente deve ser preparado para que tais atividades possam ser realizadas nele, priorizando a qualidade do som gravado. O presente trabalho analisou a qualidade acústica de um pequeno quarto, propondo alterações a fim de condicioná-lo à função de um home studio, tomando como critérios a absorção acústica dos materiais, o tempo de reverberação da sala e o custo. Ao ser considerado um tempo de reverberação ótimo de 0,6 segundos de acordo com a ABNT, e tendo o tempo real de reverberação sendo aproximadamente o quádruplo, foi proposto a inserção de materiais no ambiente para aumentar a absorção - agindo principalmente sobre os materiais de menor coeficiente de absorção -, diminuindo o tempo de reverberação, e assim adequando o ambiente à função. Percebeu-se a viabilidade e eficiência de vários desses materiais, bem como a necessidade de simulações através de softwares para acústica de salas para esta área de estudo.

