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Processo de degomagem de óleos vegetais e gordura animal para síntese de biodiesel

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Os combustíveis fósseis utilizados como fonte de energia desde o período da Primeira Revolução Industrial são grandes responsáveis pelos inúmeros impactos causados ao meio ambiente. Com isso, se faz necessário a busca por fonte alternativas e sustentáveis de energia, no qual utilizam de meios oferecidos pela natureza para produção de uma energia mais limpa. Assim, o uso de óleos ou gorduras de origem vegetal ou animal para produção de biocombustíveis têm apresentado crescentes nos dias atuais, uma vez que os mesmos contribuem para uma menor emissão de poluentes durante sua queima. No entanto, a maioria desses óleos não apresentam condições e características adequadas para a síntese de biodiesel, existindo assim diversos métodos para o beneficiamento dessa matéria-prima, sendo um destes a degomagem, que pode ocorrer com a adição de água, ácido ou combinada (água e ácido), com o intuito de retirar as impurezas presente nos óleos. Diante disso, o presente trabalho teve como objetivo analisar as características físico-química dos óleos de coco, girassol, mamona e oiticica, e a gordura do sebo bovino, antes e após passar pelo tratamento de degomagem aquosa e ácida, a fim de obter um óleo de melhor qualidade para ser utilizado na síntese de biodiesel. O processo de degomagem aquosa utilizou 3% em massa de água, enquanto a degomagem ácida utilizou 0,4% em massa de H3PO4 P.A. Os parâmetros avaliados durante todo o processo foram: índice de acidez, massa específica a 30 °C, ácidos graxos livres, índice de saponificação, teor de umidade, água e sedimentos, viscosidade cinemática a 40 °C, e ponto de fulgor e de combustão. Os resultados obtidos foram comparados com trabalhos na literatura, e com valores padrões. Todos os óleos e o sebo bovino apresentaram um aumento no índice de acidez após a degomagem, principalmente na ácida devido a adição do ácido fosfórico, no entanto, tal crescente não necessita que os mesmos passem pela etapa de neutralização, uma vez que os valores obtidos são inferiores ao máximo recomendado. Os ácidos graxos livres demonstraram um aumento na maioria dos óleos após a degomagem. No entanto, esses aumentos não afetam a produção de biocombustíveis, com exceção do óleo de mamona após a degomagem ácida e do óleo de oiticica, que apresentaram um percentual de ácidos graxos acima do limite recomendado. Os demais parâmetros estão de acordo com os valores encontrados na literatura para a síntese do biodiesel, com exceção da viscosidade cinemática que permaneceu constante para os óleos de coco e girassol, porém, aumentou nos óleos de mamona e oiticica, sendo esse um fator negativo para produção de biocombustíveis. Com isso, concluiu-se de maneira geral que a degomagem ocorreu de forma eficiente, desempenhando a função de remoção das impurezas, como pôde-se perceber nos parâmetros de ponto de fulgor e combustão, apresentando uma redução neles, sendo que tais resultados estão intrinsicamente e diretamente relacionados com a retiradas das gomas. Assim, a retirada dessas substâncias indesejáveis contribuiu para a obtenção de uma matéria-prima de melhor qualidade para síntese de biodiesel.



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