Análise de variância da cidadania financeira de usuários de serviços financeiros digitais
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Com a crise financeira ocorrida entre os anos de 2007 e 2008, que gerou insegurança e ameaça ao sistema econômico global, percebeu-se que a inovação contínua por parte do mercado financeiro era necessária. Nessa perspectiva, para minimizar os riscos, as empresas passaram a unir tecnologia e finanças em seus modelos de negócios a partir de fintechs, startups que operam no digital e que proporcionam inovação a partir de serviços com maior qualidade. Neste contexto, os usuários de serviços financeiros passaram a fazer uso de produtos digitais como apoio ao exercício da sua cidadania financeira. Dito isso, o presente estudo propôs-se a analisar, por meio de ANOVA, se existem diferenças significativas na cidadania financeira de usuários de serviços financeiros com diferentes níveis de adoção de produtos financeiros digitais. Para isso, foi realizada uma pesquisa descritiva, de abordagem quantitativa e de natureza aplicada, através de dados coletados por meio de pesquisa em campo que se utilizou de questionário estruturado e escala adaptada de Vieira et al. (2021) acerca da cidadania financeira e percepção do usuário. Para análise dos dados se utilizou dos métodos da estatística descritiva, análise fatorial, análise de clusters e teste ANOVA para que os dados fossem mensurados, descritos e analisados. Os resultados apresentam que 65% dos respondentes têm entre 2 e 4 relacionamentos bancários, o que indica diversificação de seus relacionamentos e alto nível de inclusão financeira. Em relação às dimensões de educação financeira (3,606), proteção e segurança (3,636) e participação (3,046) se observou resultados acima da média na amostra estudada, considerando-se a escala utilizada. Por fim, quanto ao grau de cidadania financeira, analisou-se se existia variação em relação ao número de produtos e serviços digitais contratados, no qual a análise de variância (p=0,017) apontou que o grupo que contratou mais produtos financeiros digitais, acima de 4, apresentou maior valor de cidadania financeira, enquanto não se observou diferença estatisticamente significativa entre os demais grupos de usuários que contrataram menos produtos financeiros. Desta maneira, conclui-se que ambientes digitalizados, ao ofertarem produtos e serviços financeiros digitais adequados às necessidades dos cidadãos, fornecem campo para o exercício da cidadania financeira.
