A emergência da palatalização no contexto /st/ por aprendizes potiguares de Inglês L2
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O objetivo desta pesquisa é analisar a produção da fricativa alveolar surda por aprendizes potiguares de inglês L2 nos contextos /st/. A pergunta-problema indaga: quais os fatores que influenciam a emergência da palatalização da consoante fricativa alveolar surda no contexto /st/ em inglês no falar de aprendizes potiguares? A hipótese básica aponta que maior índice de imersão na L2, instrução explícita, contexto fonológico de vogal alta e contexto tônico contribuem favoravelmente para a produção da forma-alvo. Esta pesquisa se baseia na teoria da linguagem enquanto Sistema Dinâmico Complexo (SDC) Beckner et al. (2009) e Silva (2024). Para a SDC, a linguagem é (1) complexa pois é organizada em múltiplos subsistemas e emergente nos níveis da comunidade e individual; (2) dinâmica por ser sensível ao tempo; além de ser sensível a condições iniciais, desenvolvimento não linear, auto-organizado com estados atratores e fatores de competição, adaptativo à beira do caos. Ademais, o estudo também se baseia no Speech Learning Model - Revised (SLM-r), proposto por Flege e Bohn (2021). Esse modelo supõe que os mecanismos de aprendizagem de línguas, tanto a percepção como a produção de fonemas, permanecem inalterados durante toda a vida. Esta pesquisa se baseou em autores como Lima e Lucena (2015) e Sousa (2019) a fim de realizar um levantamento teórico sobre a emergência da palatalização do /s/ no inglês L2. Esta pesquisa é quantitativa, explicativa e experimental com um recorte temporal transversal. Dois experimentos de leitura de frases foram utilizados para a coleta de dados, um em inglês e um em português. As variáveis analisadas foram: índice de imersão, contexto fonológico precedente, tonicidade, instrução explícita e bilinguismo. Após a coleta, os dados foram analisados acusticamente, no software Praat, e estatisticamente, através de um modelo ajustado. Como resultado, o geral índice de palatalização foi de 97% no português brasileiro e 4,8% no inglês. As variáveis bilinguismo e índice de imersão foram significativas para o índice de palatalização no português. A variável tonicidade foi significativa na palatalização no inglês. Os potiguares conseguiram distinguir bem os dois sistemas, palatalizando quando esperado e não palatalizando quando não esperado.
