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Produção de porta-enxertos de genótipos de goiabeira sob irrigação com águas de distintas salinidades

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O déficit hídrico sempre foi um problema nas regiões áridas e semiáridas, como o Nordeste brasileiro, desta maneira foi necessário encontrar um modo de minimizar os prejuízos na produção dos agricultores. Um meio para garantir a rendimento satisfatório na produção agrícola em regiões de déficit hídrico é através da irrigação. Porém, a qualidade da água dos reservatórios dessas regiões pode apresentar uma elevada concentração de sais. A utilização dessa água na irrigação depende muito do tipo de cultura tendo em vista que algumas plantas não são tolerantes à salinidade podendo resultar na redução da produtividade e tornar o solo improdutivo pelo acúmulo de sais devido ao manejo inadequado da água de irrigação. Este trabalho teve como objetivo determinar a produção de porta-enxertos de diferentes materiais genéticos de goiabeira irrigados com águas de distintas salinidades, analisando as variáveis de crescimento e fitomassa, determinando o limite de salinidade para obtenção de mudas de qualidade, identificando o material genético mais tolerante à condição de estresse salino. O experimento foi realizado em um ambiente protegido (telado) na Universidade Rural do Semiárido, no Centro Multidisciplinar de Caraúbas, Caraúbas – RN, em delineamento em blocos inteiramente casualizados em esquema fatorial 5 x 2, com tratamento construídos pela combinação de 5 níveis de condutividade elétrica da água – CEa (S1 - 0,3, S2 - 1,1, S3 - 1,9, S4 - 2,7 e S5 - 3,5 dS m-1 ) e 2 genótipos de goiabeira (Crioula e cv. Paluma), com cinco repetições e duas plantas por parcela, onde no período de 85 e 125 dias após o semeio (DAS) ocorreu a análise das seguintes variáveis: número de folhas (NF), altura da planta (AP), diâmetro do caule (DC) e área foliar (AF), da taxa de crescimento absoluto (TCA) da altura da planta (TCAap), diâmetro do caule (TCAdc) e área foliar (TCAaf) e também foi determinado a massa seca total das plantas (MST). Ao aumentar a salinidade da água da irrigação notou-se um efeito negativo no crescimento e na fitomassa seca total dos porta- enxertos aos 125 dias após o semeio - DAS. O uso de água com CEa média de 1,93 dS m-1 proporciona perdas aceitável de 10% em termos de crescimento e fitomassa dos genótipos de goiabeira. O porta-enxerto goiabeira cv. Paluma teve maior crescimento do que o genótipo Crioulo, porém em relação a fitomassa seca a goiabeira Crioula foi mais tolerante aos sais dissolvidos na água do que a cv. Paluma.



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