Os novos usos do território a partir da implantação de parques eólicos em Serra do Mel - RN: um estudo de caso da Vila Guanabara
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Este trabalho investiga os impactos da expansão das infraestruturas de produção de energia renovável, com ênfase na energia eólica, no Município de Serra do Mel/RN, utilizando a vila Guanabara como recorte espacial empírico. O objetivo geral é compreender os novos usos do território na vila Guanabara, considerando a presença de uma economia predominantemente agrícola, atualmente mesclada por uma outra que integra a produção de energia renovável em uma escala global. Os objetivos específicos incluem: analisar as transformações na paisagem causadas pela instalação das infraestruturas dos parques eólicos. Além disso, busca-se identificar os impactos socioambientais resultantes da implementação dessas infraestruturas de produção energética com relação ao uso do território aí configurado. A presente pesquisa baseia-se em textos relevantes e nos principais teóricos da área, permitindo uma compreensão aprofundada do objeto de estudo. Foram selecionados autores como Ab'Saber (2007), Borges (2014), Traldi (2014), Santos (2008), Silveira (2021) e Nascimento (2015) entre outros. Metodologicamente, a pesquisa adota uma abordagem exploratória e qualitativa, integrando dados primários coletados por meio de questionários aplicados a agricultores locais e dados secundários obtidos da literatura relevante sobre o tema. Para tanto, foram aplicados dois tipos de questionários no lócus da pesquisa: um destinado aos proprietários das terras/lotes onde estão instalados os parques eólicos e outro direcionado aos moradores, cujas residências estão próximas aos aerogeradores, população que sofre os maiores impactos desses equipamentos. Como resultados, observa-se que a implementação dos parques eólicos e as novas configurações territoriais alteram a paisagem e impõem cotidianidades atípicas a parte da população que convive com essas grandes estruturas no entorno de suas casas. Embora esses projetos tragam benefícios para a matriz energética e a economia, eles não estão isentos de impactos socioambientais, visto que, a ocupação das áreas para a exploração dos recursos naturais deve ser feita com responsabilidade, levando em consideração o desenvolvimento sustentável e a preservação dos ecossistemas, de modo a não comprometer o bem-estar da comunidade local, algo que ainda anda-se longe de acontecer nas expressões paisagísticas semiáridas onde estão implantadas essas infraestruturas.

