“Eu acredito que sou uma boa mãe, mas ainda não sou uma boa estudante”: trajetórias de estudantes mulheres que se tornaram mães no curso de Pedagogia da UFERSA - campus Angicos
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O presente trabalho trata de uma pesquisa de conclusão de curso, cuja temática surgiu a partir de experiências pessoais vivenciadas no decorrer do curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA no campus Angicos/RN. A escolha por essa temática para a produção deste trabalho baseou-se na condição materna de mulheres que estudam nessa universidade, no curso de Licenciatura em Pedagogia. Trata-se de um tema que necessita de uma maior visibilidade, algo percebido quando descobri que estava gestante no início da minha graduação, impulsionando-me para o desejo de me aprofundar na compreensão da experiência materna na universidade, a partir de olhares de outras mulheres que também se tornaram mães. Nesse sentido, a presente pesquisa teve como objetivo geral compreender como se dá a experiência de ser mãe no contexto universitário, focalizando em sua inclusão, participação e permanência no curso de Pedagogia. Quanto aos aspectos metodológicos, trata-se de um estudo de campo, tendo como abordagem as narrativas (auto)biográficas, utilizando como ferramenta metodológica as entrevistas presenciais. Para a realização da pesquisa, foram consideradas quatro licenciandas mães que passaram a vivenciar a maternidade após ingressarem no curso de Pedagogia, com idade entre 18 e 42 anos e com filhos na faixa etária entre 0 e 5 anos, e que no momento da pesquisa mantinham vínculo com a UFERSA - Campus Angicos. A realização dessa pesquisa me proporcionou, como mulher, estudante e mãe, a valorizar a maternidade sem romantiza-la. O material empírico produzido no encontro com as estudantes que se tornaram mães aponta que a inclusão, participação e permanência no curso não podem ser dissociadas; devem caminhar juntas para que as mulheres que enfrentam os desafios contemporâneos da maternidade e buscam aprimorar sua formação na universidade possam vivenciar essa dupla jornada de maneira igualitária, socialmente justa e respeitosa.
