Testando a hipótese da atração de predadores para os cantos defensivos de lagartos noturnos
| dc.contributor.advisor | Passos, Daniel Cunha | |
| dc.contributor.advisormail | daniel.passos@ufersa.edu.br | |
| dc.contributor.author | Silva, Alice Almeida | |
| dc.contributor.coadvisor | Ventura, Stefânia Pereira dos Reis | |
| dc.contributor.referee1 | Passos, Daniel Cunha | |
| dc.contributor.referee2 | Wachlevski, Milena Machado | |
| dc.contributor.referee3 | Viola, Giordano Gubert | |
| dc.coverage.spatial | Mossoró | |
| dc.date.accessioned | 2026-05-22T13:27:35Z | |
| dc.date.available | 2026-05-22T13:27:35Z | |
| dc.date.issued | 2026-02-25 | |
| dc.description.abstract | A predação é uma das principais pressões seletivas que moldam o comportamento das presas, favorecendo a evolução de estratégias antipredatórias, incluindo o uso de sinais acústicos. Entre essas estratégias, as vocalizações defensivas podem desempenhar diferentes funções, como a de intimidar o predador, alertar coespecíficos ou ainda atrair predadores secundários. Neste sentido, a hipótese do alarme de invasão (burglar alarm) propõe que sinais emitidos por uma presa durante um ataque podem atrair um segundo predador, que, ao interagir com o predador inicial, aumentaria as chances de escape da presa. Embora essa hipótese tenha sido testada para sinais visuais e químicos em sistemas aquáticos, ainda há escassez de evidências em relação a sinais acústicos e em ambientes terrestres. Neste contexto, testamos a hipótese de que as vocalizações defensivas do lagarto noturno Hemidactylus agrius atuam como alarme de invasão, atraindo a coruja Athene cunicularia. Foram conduzidos experimentos acústicos (playback) em campo, nos quais corujas-alvo foram expostas a vocalizações defensivas de H. agrius, bem como a um controle experimental positivo e um negativo. Cada ensaio consistiu em um período de habituação seguido pela reprodução do estímulo sonoro, com registro das respostas comportamentais das corujas. Analisadas três variáveis: reatividade, fonotaxia positiva e tempo de latência. Realizamos 62 ensaios comportamentais, dos quais 56 apresentaram alguma reação aos estímulos. Não houve diferença entre os grupos experimentais quanto à reatividade, à probabilidade de fonotaxia positiva ou ao tempo de latência. Encontramos que as vocalizações defensivas do lagarto não modificaram a dinâmica de resposta, nem aumentaram a probabilidade de aproximação das corujas. De modo geral, os resultados não corroboraram a hipótese do alarme de invasão para o sistema estudado, indicando que as vocalizações defensivas de H. agrius não promovem a atração de predadores secundários. Com isso, descartamos a hipótese de que as vocalizações defensivas de H. agrius possuem a função de atrair predadores secundários. Este é o primeiro estudo que testou a hipótese de alarme de invasão para vocalizações defensivas de lagartos, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a função da comunicação acústica em contextos antipredatórios. | |
| dc.description.abstract2 | Predation is one of the main selective pressures shaping prey behavior, favoring the evolution of antipredator strategies, including the use of acoustic signals. Among these strategies, defensive vocalizations may serve different functions, such as intimidating predators, warning conspecifics, or attracting secondary predators. In this context, the burglar alarm hypothesis proposes that signals emitted by prey during an attack may attract a second predator which, by interacting with the initial predator, increases the prey’s chances of escape. Although this hypothesis has been tested for visual and chemical signals in aquatic systems, evidence regarding acoustic signals and terrestrial environments remains scarce. We tested the hypothesis that the defensive vocalizations of the nocturnal lizard Hemidactylus agrius function as a burglar alarm by attracting the burrowing owl Athene cunicularia. Field acoustic playback experiments were conducted in which target owls were exposed to the defensive vocalizations of H. agrius, as well as to a positive and a negative experimental control. Each trial consisted of a habituation period followed by sound playback, during which the owls’ behavioral responses were recorded. Three variables were analyzed: reactivity, positive phonotaxis, and latency time. We conducted 62 behavioral trials, of which 56 elicited some response to the stimuli. No differences were found among the experimental groups regarding reactivity, the probability of positive phonotaxis, or latency time. We found that the lizard’s defensive vocalizations neither altered the response dynamics nor increased the probability of owl approach. Overall, the results did not support the burglar alarm hypothesis for the studied system, indicating that the defensive vocalizations of H. agrius do not promote the attraction of secondary predators. Therefore, we reject the hypothesis that the defensive vocalizations of H. agrius function to attract secondary predators. This is the first study to test the burglar alarm hypothesis in relation to defensive vocalizations in lizards, contributing to a broader understanding of the role of acoustic communication in antipredator contexts. | |
| dc.description.physical | 32 f. : il. | |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES | |
| dc.format.mimetype | ||
| dc.identifier.advisorLattes | http://lattes.cnpq.br/1028057871039595 | |
| dc.identifier.advisorOrcid | https://orcid.org/0000-0002-4378-4496 | |
| dc.identifier.authorLattes | http://lattes.cnpq.br/6278411405658887 | |
| dc.identifier.authorOrcid | https://orcid.org/0000-0002-8389-8201 | |
| dc.identifier.bibliographicCitation | SILVA, Alice Almeida. Testando a hipótese da atração de predadores para os cantos defensivos de lagartos noturnos. 2026. 32 f. Dissertação (Mestrado em Ecologia e Conservação) - Universidade Fedral Rural do Semi-Árido, Mossoró, 2026. | |
| dc.identifier.coadvisorLattes | http://lattes.cnpq.br/4637806878562765 | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.ufersa.edu.br/handle/prefix/15258 | |
| dc.language.iso | pt_BR | |
| dc.publisher.center | Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS | |
| dc.publisher.country | Brasil | |
| dc.publisher.initials | UFERSA | |
| dc.publisher.institution | Universidade Federal Rural do Semi-Árido | |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação | |
| dc.rights | info:eu-repo/semantics/openAccess | |
| dc.rights.holder | UFERSA | |
| dc.rights.license | Attribution-ShareAlike 3.0 Brazil | en |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/br/ | |
| dc.subject.cnpq | CIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIA | |
| dc.subject.keyword | Comunicação acústica | |
| dc.subject.keyword | Comportamento antipredação | |
| dc.subject.keyword | Athene cunicularia | |
| dc.subject.keyword | Hemidactylus agrius | |
| dc.subject.keyword | Athene cunicularia | |
| dc.subject.keyword | Estratégia antipredatória | |
| dc.subject.keyword | Burglar alarm | |
| dc.subject.keyword | Interação predador-presa | |
| dc.subject.keyword | Lagarto noturno | |
| dc.subject.keyword | Fonotaxia | |
| dc.title | Testando a hipótese da atração de predadores para os cantos defensivos de lagartos noturnos | |
| dc.title.alternative | Testing the hypothesis of predator attraction to the defensive calls of nocturnal lizards | |
| dc.type | info:eu-repo/semantics/masterThesis |
