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Deterioração da madeira de espécies nativas da Caatinga submetidas à campo de apodrecimento

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A madeira frequentemente é utilizada em contato com o solo. Isso gera um ambiente favorável ao ataque de fungos ou possibilita ponto de acesso de cupins. Assim, a suscetibilidade da madeira a agentes deteriorantes, são fundamentais para adequação da espécie ao uso em cada ambiente. O presente trabalho tem como objetivo avaliar a evolução da deterioração da madeira de cinco espécies nativas da Caatinga, que foram submetidas à campo de apodrecimento durante o período de cinco anos e meio. Os materiais utilizados foram as madeiras das espécies pereiro (Aspidosperma pyrifolium Mart.), jurema-preta (Mimosa tenuiflora (Willd.) Poir), jurema-de- embira (Mimosa ophthalmocentra Mart. ex Benth.), pau-branco (Cordia oncocalyx Allemão) e sabiá (Mimosa caesalpiniaefolia Benth.). Como tratamento controle, foram adotadas toras de Eucalyptus sp., tratadas com Arseniato de Cobre Cromatado (CCA). A instalação do experimento foi feita em blocos casualizados, com seis repetições para cada espécie. A cada seis meses as estacas foram desenterradas e submetidas a avaliação de notas atribuídas em função do desgaste e, a pesagem para estimativa da perda de massa. Ao término do experimento, foram produzidos corpos de prova a partir das estacas em campo, para a realização de ensaios de resistência à compressão paralela às fibras. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância com posterior comparação das médias por meio do teste de Scott-Knott (1974) a 5% de probabilidade. A avaliação da deterioração por perda de massa, de notas atribuídas e a resistência a compressão paralela indicaram que a espécie sabiá apresentou o melhor desempenho, com 17,30% de perda de massa, 81,11 de nota média e 66,28 MPa, inclusive com resultados similares ao material padrão (Eucalyptus tratado com CCA) que obteve 96,65 de nota média, 14,89% de perda de massa e 42,62 MPa. Diferentemente das espécies pau-branco e pereiro, que demonstraram as maiores deteriorações neste estudo. Isto reforça a indicação do sabiá como uma espécie promissora para o uso em mourões, estacas ou outras aplicações em que as peças de madeira sejam utilizadas em contato com o solo.



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