Práticas pedagógicas inclusivas de alunos surdos na EJA: uma perspectiva colaborativa
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A prática de inclusão no âmbito da escola implica em promover a escolarização de alunos com necessidades educacionais especiais em classes comuns, juntamente com seus colegas sem necessidades mais diferenciadas. Sob esse olhar, este estudo aborda as práticas pedagógicas inclusivas de alunos surdos na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a luta contínua pela legitimidade e inclusão da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Diante disso, somos levadoao seguinte questionamento: Como se dão as práticas pedagógicas voltadas ao aluno surdo no contexto da Educação de Jovens e Adultos (EJA)? O objetivo é investigar, por meio de uma perspectiva colaborativa, como se dão as práticas pedagógicas inclusivas voltadas a alunos (as) surdos (as) no contexto da EJA. Destaca ainda, a importância de estudantes e futuros professores refletirem sobre questões relacionadas à inclusão da LIBRAS nas escolas. A metodologia utilizada é de cunho qualitativo e de natureza colaborativa, que pressupõe, inicialmente, uma co-construção entre os participantes envolvidos e a utilização de um diário de bordo, além de possibilitar maior aproximação entre o pesquisador e a escola. Como referencial que sustenta essa pesquisa utilizamos os seguintes autores: Freire (1996; 2001) acerca da formação de professores da EJA; Capellini (2006) sobre a história da educação especial; Souza e Reis (2017) contribuindo com a temática da juventude na Educação de Jovens e Adultos; Rabelo e Magalhães (2021) ao discutir a inclusão de pessoas com deficiência e Strobel (2009) quanto a historicização da educação de surdos. Os achados da pesquisa apontam que há desafios a superar, como a melhoria do material didático e o atendimento especializado aos alunos surdos, cujas necessidades muitas vezes não são adequadamente atendidas; a necessidade de uma legislação mais incisiva para garantir a inclusão escolar de indivíduos com distúrbios de comunicação e também destacamos que a construção de um sistema educacional inclusivo requer esforços não apenas da escola, mas de toda a comunidade e do poder público.
