Estenose aórtica grave: uma análise acerca das mudanças no tratamento nos últimos 10 anos
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Introdução: A Estenose Aórtica (EAo) decorre da redução da área valvar efetiva por redução da mobilidade valvar. Indivíduos com estenose aórtica grave sintomática apresentam significativa redução da sobrevida, sendo mandatória a intervenção, mas a maioria desses pacientes são idosos com múltiplas comorbidades, tornando a cirurgia de troca valvar um procedimento de alto risco. Nas últimas décadas, o implante transcateter de valva aórtica (TAVI) surgiu como alternativa, principalmente nos pacientes com alto risco cirúrgico. Objetivos: Avaliar as mudanças no tratamento da EAo nos últimos 10 anos, identificando alterações nos parâmetros que norteiam decisões terapêuticas. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, foi utilizada a base de dados PubMed, tendo como descritores: “Transcatheter Aortic Valve Implantation”, “Severe Aortic Stenosis Treatment” e recorte temporal de 10 anos. Foram obtidos 221 resultados, sendo selecionados 23 documentos. Resultados: Durante o período observado, a TAVI foi consagrada como modalidade terapêutica alternativa à cirurgia. Diversos trials, como o PARTNER, evidenciaram sua eficácia e segurança, com aumento da classe de recomendação e nível de evidência. Discussão: A TAVI passou a ser escolha terapêutica para risco proibitivo e alternativa para riscos alto e intermediário e está, atualmente, em estudo para baixo risco, com resultados promissores. Essa técnica é menos invasiva que a cirurgia, apresentando incidências inferiores ou semelhantes de mortalidade e risco de AVC à cirurgia. Conclusão: A evolução dessa técnica possibilitou intervenções em pacientes antes inoperáveis, a redução da morbimortalidade e o aumento da expectativa de vida, podendo futuramente ser 1ª opção no tratamento da EAo.
