Recálculos necessários para reconstituição de prontuário para vasos de pressão
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Vasos de pressão são usados em diversos segmentos presentes no nosso dia a dia. Estes equipamentos são normatizados na parte de projeto, pela ASME sessão VIII e pela Norma regulamentadora 13 (NR13) que trata de quesitos de segurança que esses equipamentos devem atender no contexto da segurança do trabalho. Na NR13, destaca-se a importância do prontuário do vaso de pressão, inclusive desse documento constar nas dependências da empresa onde o equipamento está instalado em operação, sendo a empresa passiva de multa em caso de perda ou extravio do mesmo e, na falta deste documento, torna-se imprescindível a reconstituição por meio do recálculo do vaso de pressão ou ainda, em casos em que o serviço de inspeção periódica identificar perda de parede significativa ou alterações microestruturais no material no corpo do vaso de pressão, faz-se necessário igualmente o recálculo do vaso. Para isso são necessárias algumas medições, testes e cálculos que devem ser realizados por Profissional Habilitado (PH), neste caso à saber, um Engenheiro Mecânico. Considerando a quantidade de casos de empresas que perdem o prontuário e a importância desse documento, o presente trabalho teve como objetivo demonstrar como realizar os cálculos necessários para realizar a reconstituição do prontuário para um vaso de pressão, dimensionando a Pressão Máxima de Trabalho Admissível (PMTA) e as tensões do corpo do vaso a partir das pressões máximas possíveis no equipamento, assim podendo também obter o coeficiente de segurança com base nos dados de projetos obtidos nos prontuários de alguns vasos de pressão comercializados, podendo assim utilizá-los como parâmetros para recálculos futuros. Fez parte do procedimento metodológico deste trabalho, a medição da espessura de diversos vasos de pressão e o estudo de seus respectivos prontuários a fim de estimar por meio de cálculos os coeficientes de segurança aplicados por fabricantes ao projeto destes equipamentos, o que foi feito por meio de visitas técnicas em algumas lojas de equipamentos, onde foi possível fazer as medições por meio de ultrassom e consultar os prontuários de alguns vasos novos em comercialização e, assim, obter os dados necessários para realizar o cálculo do fator de segurança. Ao final deste trabalho identificou-se que a melhor equação para se calcular o coeficiente de segurança seria a razão entre a tensão de escoamento e a tensão admissível, sendo essa obtida através da tensão tangencial (σ1) do vaso. Após os cálculos, os coeficientes de segurança obtidos variaram de 3,7 a 4,8 para os cinco vasos estudados.

